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Oposição critica Bolsonaro por almoço: "leitão para comemorar o quê?"

Jair Bolsonaro participou ontem de almoço com parlamentares da bancada mineira e com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG) - Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro participou ontem de almoço com parlamentares da bancada mineira e com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG) Imagem: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

03/03/2021 11h01

Deputados de oposição ao governo criticaram, em mensagens no Twitter, a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em participar de um almoço ontem, dia de recorde de mortes por covid-19 no Brasil, com a preparação de um leitão.

Segundo a reportagem do jornal Folha de S.Paulo, o evento informal realizado no Palácio do Planalto contou com a presença de parlamentares da bancada mineira e do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo-MG). Convidado para preparar o leitão, Fábio Ramalho (MDB-MG) disse ao jornal que Bolsonaro estava "alegre" e "bem descontraído".

Para o deputado federal Alessandro Molon (PSB-RJ), não há motivos para comemoração em um momento em que o Brasil enfrenta o recrudescimento da pandemia. Ontem, o país registrou o recorde de mortes em 24 horas pela doença, com 1.726 óbitos.

"Não há justificativa que explique o banquete 'alegre' e 'descontraído' que Bolsonaro promoveu ontem no Palácio do Planalto. Um leitão para comemorar o quê, presidente? O dia mais letal da pandemia? O sofrimento do povo para encontrar uma UTI? O preço dos alimentos nas alturas?", questionou.

Já o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) fez a relação entre o momento da pandemia e o almoço oferecido pelo presidente. "Enquanto vivemos uma crise sanitária de grandes proporções, o presidente promove almoço "descontraído" com leitão no Palácio do Planalto."

O deputado Orlando Silva (PCdoB), destacou a diferença de postura entre Bolsonaro e governadores, que ontem se reuniram para discutir medidas para controlar a pandemia no Brasil.

Em mensagem no Instagram, o deputado Fabio Ramalho disse que no evento informal foram discutidas "pautas atuais como vacinação, combate à pandemia e retomada do crescimento econômico do país".

O deputado Fábio Trad (PSD-MS) disse que a celebração "enoja". "Não é tanto pelo leitão, mas pela descontração festiva da mesa farta de altas gargalhadas no mesmo dia em que os cemitérios brasileiros mais receberam corpos vitimados pelo vírus", escreveu no Twitter.

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