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2 meses

Bolsonaro nomeia coronel da PM para chefiar secretaria de comunicação

Jair Bolsonaro nomeou André de Sousa Costa para comandar Secom - Alan Santos/Presidência da República/Divulgação
Jair Bolsonaro nomeou André de Sousa Costa para comandar Secom Imagem: Alan Santos/Presidência da República/Divulgação

Do UOL, em São Paulo*

16/04/2021 12h03Atualizada em 16/04/2021 15h08

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nomeou hoje o coronel da Polícia Militar do Distrito Federal André de Sousa Costa para chefiar a Secom (Secretaria especial de comunicação). A decisão será publicada em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) de hoje.

André Costa substituirá o almirante Flávio Rocha, que vinha acumulando o comando da Secom e da SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos). Rocha estava de forma interina no cargo desde 11 de março quando Bolsonaro demitiu Fábio Wajngarten.

Como informou a colunista do UOL Carla Araújo, André Costa é uma indicação de Jorge Oliveira, atualmente no TCU (Tribunal de Contas da União). Quando era ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Oliveira levou Costa para trabalhar no governo como assessor-chefe adjunto no gabinete.

Costa tem ligações também com os filhos do presidente e já trabalhou com o senador Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O coronel será subordinado ao ministro das Comunicações, Fábio Faria, e deverá cuidar especialmente da questão de verbas publicitárias do governo.

Antecessor caiu após pressão da ala ideológica

Conforme publicou a colunista Carla Araújo, a decisão de Bolsonaro de mudança na secretaria teve influência da chamada ala ideológica do governo e, principalmente, do vereador Carlos Bolsonaro, que estaria insatisfeito com o trabalho do Almirante Flávio Rocha

Amigo de Bolsonaro e apelidado de a "sombra do presidente", Flávio Rocha segue na secretaria de assuntos estratégicos.

*Com informações da agência Reuters.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.