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Coligação entre PTB e Patriotas pode gerar chapa de Bolsonaro e Jefferson

24.abr.2021 - Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) Imagem: Isac Nóbrega/PR

Natália Lázaro

Colaboração para o UOL, em Brasília

24/04/2021 17h24

De olho nas eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem recebido propostas de diferentes siglas desde que foi negado o registro da Aliança pelo Brasil. Porém, as negociações estão travadas por conta de sua principal exigência: ter 100% do poder e posse da legenda para assumir cadeira da presidência e nomear seus quatro filhos (incluindo Renan, o mais novo) nos altos cargos do partido.

Bolsonaro também pretende alterar a composição parlamentar e as presidências estaduais, levando consigo seus aliados políticos e evitando atritos semelhantes aos que ocorreram enquanto filiado ao PSL, com o presidente Luciano Bivar.

Quem tem auxiliado nas negociações e aproveitado a situação para se colocar como um articulador da família é o presidente do PTB, Roberto Jefferson. Segundo fontes próximas ouvidas pelo UOL, seu objetivo é se tornar um aliado fundamental de Bolsonaro, a fim de lucrar com a candidatura da família. Ele chegou a oferecer a presidência do PTB por dois anos, se propondo a ficar congelado na própria sigla enquanto Bolsonaro assume o poder.

Sem abrir mão da ideia de liderar 100% um partido, Bolsonaro negou a proposta. Desde então, Jefferson tem articulado outras legendas ao aliado em troca da vice-presidência na coligação, ocupada por ele mesmo ou outro político do partido. Para Bolsonaro, a aliança é vantajosa, tendo em vista o tempo de campanha na TV do PTB, já prometido por Jefferson ao presidente.

Assim, a dupla tem estudado as propostas para fechamento de Bolsonaro com uma sigla que atenda às exigências do chefe do Executivo e os acordos com Jefferson, elevando a dupla a uma coligação única na corrida eleitoral do ano que vem.

O ex-deputado Roberto Jefferson participa do protesto pró-armas na Esplanada dos Ministérios Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Alianças partidárias

O partido que tem atraído maior interesse do chefe do Executivo é o Patriotas. Porém, devido a intenção de mudança na composição parlamentar e das presidências estaduais, os filiados estão resistindo à integração com Bolsonaro, oferecendo a contraproposta de 80% de poder interno.

Segundo fontes ouvidas pelo UOL, a presidência da sigla tem tentado equilibrar a situação, negociando com ambas as partes. Mas, até o momento, nenhuma abriu mão de seus interesses pessoais.

Sabendo do atrito interno no Patriotas, o PMB (Partido da Mulher Brasileira) ofereceu 100% da legenda a Bolsonaro, propondo, inclusive, a mudança do nome do partido. A proposta é passar a se chamar Brasil 35 (o número da legenda), na expectativa de atrair a família Bolsonaro.

A oferta agradou o presidente da República, de acordo com fontes próximas, se tornando uma segunda opção. Apesar dos desarranjos, as negociações com o Patriotas ainda não foram descartadas.

Outra sigla que entrou na disputa foi o Democratas Cristão, que se rendeu às vontades do chefe do Executivo. No ranking, ele está como a terceira opção de Bolsonaro.

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