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Teich diz que nunca se sabe sobre 2ª onda e critica falta de planejamento

05.mai.2021 - O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, na CPI da Covid - Edilson Rodrigues/Agência Senado
05.mai.2021 - O ex-ministro da Saúde, Nelson Teich, na CPI da Covid Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Lucas Valença, Luciana Amaral e Rayanne Albuquerque*

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

05/05/2021 14h24Atualizada em 05/05/2021 14h26

Em seu depoimento na CPI da Covid, o ex-ministro da Saúde Nelson Teich afirmou que não é possível prever exatamente quando acontecerá uma segunda onda de uma doença pandêmica, como ocorreu com o novo coronavírus. O médico oncologista também declarou que "faltou planejamento do sistema de saúde" no enfrentamento à doença.

"Sendo muito franco, a gente nunca sabe se vai ter uma segunda onda, se vão ser três. Então, são algumas escolhas que você tem que fazer como gestor, onde você se prepara para os diferentes cenários e um deles era a possibilidade de uma segunda onda", afirmou ao responder uma pergunta feita pelo senador governista Eduardo Girão (Podemos-CE).

Teich exemplificou ao dizer que uma segunda onda "já tinha acontecido com a gripe espanhola" e que também não chegou a ser prevista.

Segundo o ex-representante da pasta, o Brasil "nunca teve uma necessidade tão grande de liderança e coordenação [do sistema de saúde], porque, ao longo das últimas décadas, o país nunca enfrentou uma situação como a pandemia".

Questionado pelo vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sobre quem teria faltado com o planejamento da pandemia, o médico evitou atribuir responsabilidade apenas ao governo federal e disse que "faltou um planejamento do sistema".

"A liderança deveria caber ao Ministério da Saúde, mas acho que é um movimento Brasil", afirmou.

*Coloborou Nathan Lopes, do UOL, em São Paulo

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.