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Kennedy Alencar: depoimento de Barra Torres deixa mal presidente Bolsonaro

11.mai.2021 - Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, prestou depoimento hoje, na CPI da Covid - REUTERS
11.mai.2021 - Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, prestou depoimento hoje, na CPI da Covid Imagem: REUTERS

Do UOL, em São Paulo

11/05/2021 19h13

O depoimento do diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antônio Barra Torres, na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid "deixa mal o presidente Jair Bolsonaro". Esta é a opinião do colunista do UOL Kennedy Alencar, que participou hoje do UOL News.

Kennedy Alencar elogiou a participação de Barra Torres na CPI da Covid e comparou sua fala principalmente à do ministro da Saúde Marcelo Queiroga que, na opinião do colunista, teve um comportamento "que não é digno de um médico". Para ele, o depoimento do presidente da Anvisa é importante para a CPI pela produção de provas e para a opinião pública por trazer informações corretas sobre a pandemia.

"É um depoimento que deixa mal o presidente Jair Bolsonaro, deixa mal o ministro Marcelo Queiroga e também o [ex-ministro] general Eduardo Pazuello", disse. Kennedy criticou Pazuello por sua relutância em comparecer à CPI. O ex-ministro deveria ter deposto na semana passada, mas alegou ter tido contato com uma pessoa infectada com a covid-19 para adiar seu comparecimento. Depois disso, porém, Pazuello foi visto com o ministro Onyx Lorenzoni.

Depoimento de Nise Yamaguchi

No UOL News, Kennedy Alencar comentou ainda a possível convocação da médica Nise Yamaguchi para a CPI da Covid. Barra Torres disse hoje que ela teria apoiado o pedido de Bolsonaro de alterar a bula da cloroquina com o objetivo de indicar o medicamento para o uso contra a covid-19. Segundo Barra Torres, ela teria participado de uma reunião com a Anvisa na qual este assunto foi abordado.

"É fundamental a convocação da médica para ouvir o que ela tem a dizer a respeito dessa reunião", disse o colunista. "Essa reunião é uma prova que pode contribuir no futuro para um responsabilização política e penal do presidente Jair Bolsonaro e de integrantes do governo dele".

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