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Temer diz que terceira via será 'homenagem ao próprio eleitor' em 2022

Ex-presidente Michel Temer (MDB) disse que não tem intenções de sair como candidato em 2022 - Reprodução
Ex-presidente Michel Temer (MDB) disse que não tem intenções de sair como candidato em 2022 Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

19/06/2021 08h42Atualizada em 19/06/2021 08h58

O ex-presidente Michel Temer (MDB) acredita que surja uma terceira via para a disputa eleitoral da Presidência da República em 2022. Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, Temer declarou que acha útil que a alternativa surja como "homenagem ao próprio eleitor", que terá opção entre as várias correntes que se apresentarem.

O retorno à presidência não está nos planos atuais de Temer, segundo afirmou ao Correio Braziliense. O ex-chefe do Executivo federal também adiantou que o MDB só irá tomar decisões sobre candidaturas no próximo ano.

Recebi a notícia de que amigos lançaram a minha candidatura. Fico lisonjeado, porque é um reconhecimento ao meu governo. Mas a única candidatura a que me disponho é a tomar a 2ª dose da vacina. Nada mais!
Michel Temer

Um projeto que estabeleceria o semipresidencialismo está entre as sugestões de Temer para o futuro do país. De acordo com a entrevista concedida ao Correio Braziliense, o ex-presidente declarou que ao ocupar o cargo chamou o Congresso Nacional para governar com ele e que essa modalidade "deu resultado".

Exerci uma espécie de semipresidencialismo quando ocupei a Presidência da República, chamando o Congresso Nacional para governar comigo. Deu resultado. Tanto que pude levar adiante reformas constitucionais há muito pensadas e jamais efetivadas. Foi também o que permitiu a recuperação do PIB e das estatais, com a consequente redução da inflação e dos juros
Michel Temer

Para Temer, o sistema semipresidencial poderia diminuir a instabilidade política. O emedebista chegou a citar que o impeachment cria traumas institucionais e que a Constituição nacional ainda é jovem e não tem 33 anos completos, mas dois impedimentos já se verificaram.

Não há presidente que não tenha sido objeto de pedidos de impedimentos. E será assim sempre, gerando impasses institucionais. No semipresidencialismo, o presidente da República é eleito e terá poderes significativos, mas partilhará o governo com o primeiro ministro, por ele nomeado, que terá sede no Parlamento. Para formar o governo, portanto, para ter governo, é preciso maioria parlamentar. Se perder a maioria, cai o governo com muita naturalidade, sem traumas de natureza institucional
Michel Temer

Temer avalia que Bolsonaro pode tentar golpe

Ao colunista do UOL Kennedy Alencar, Temer avaliou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pode tentar dar um golpe por não aceitar o resultado de uma eventual derrota nas eleições para Presidente da República em 2022.

A reação, segundo Temer, seria parecida com a do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que contestou diversas vezes a vitória legítima do atual gestor do país, Joe Biden, e incentivou a invasão do Congresso em 6 de janeiro.

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