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Conteúdo publicado há
2 meses

CPI da Covid convoca reverendo que recebeu aval para negociar vacinas

Fábio Castanho e Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

07/07/2021 11h08

A CPI da Covid aprovou, no início da sessão de hoje, a convocação do reverendo Amilton Gomes de Paula para depor na comissão na condição de testemunha. A data da oitiva ainda será marcada.

Segundo informações reveladas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, Amilton recebeu aval do diretor de Imunização do Ministério da Saúde, Lauricio Monteiro Cruz, para negociar a compra de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca em nome do governo brasileiro com a empresa Davati Medical Supply.

Amilton preside a Senah (Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários), que apesar do que o nome possa levar a entender, é uma instituição privada. Até 2020, a Senah se chamava Senar (Secretaria Nacional de Assuntos Religiosos).

A negociação da Devati com o Ministério da Saúde entrou na mira da CPI da Covid depois que o policial militar e suposto representante da Davati, Luiz Dominghetti, relatou à Folha de S.Paulo um suposto esquema de corrupção na compra de 400 milhões de doses de vacinas da AstraZeneca.

Dominghetti disse que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, cobrou propina de US$ 1 por dose de vacina. Em depoimento hoje, Dias negou o pedido.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.