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Jean Wyllys confirma convite do PT para ser candidato a deputado

Jean Wyllys em ato de filiação ao PT - Reprodução/YouTube
Jean Wyllys em ato de filiação ao PT Imagem: Reprodução/YouTube

Colaboração para o UOL

05/08/2021 15h49Atualizada em 05/08/2021 16h25

O ex-deputado federal Jean Wyllys confirmou que foi convidado pelo PT para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados como representante de São Paulo ou da Bahia nas eleições de 2022. Wyllys afirmou que ainda não tem certeza se disputará um novo cargo como parlamentar.

Em entrevista à Revista Fórum, o ativista político, que oficializou sua filiação ao PT em maio após deixar o PSOL, disse que foi sondado por alguns nomes do PT para concorrer nas eleições por seu estado natal, a Bahia, mas, preferencialmente por São Paulo, por ser um estado mais "aberto" a uma candidatura como a sua.

"Quando me filiei, o partido me convidou a vir candidato por São Paulo ou pela Bahia. Lula, [Aloizio] Mercadante, [Jilmar] Tatto e Gleisi [Hoffmann] preferem que seja por São Paulo, porque São Paulo, a cidade, é mais cosmopolita e aberta a uma candidatura como a minha. Além disso, eu tenho uma relação com os trabalhadores da Cultura de São Paulo desde o meu primeiro mandato", declarou.

Eleito três vezes deputado federal pelo Rio de Janeiro, ele descarta a possibilidade de voltar a concorrer a um cargo pelo estado devido aos traumas do passado.

"Caso eu seja candidato, porque eu ainda não me decidi, eu sou um tipo de candidato que posso lançar minha candidatura em qualquer dos estados mais progressistas. Porém, pelo Rio, eu não voltaria a me candidatar, embora eu tenha a maior gratidão e amor pelo meu eleitorado naquele estado. Agradeço. Mas a violência ali me deixou traumas e feridas ainda não cicatrizadas", disse o ex-deputado.

Apesar de ter confirmado a sondagem para se lançar como candidato, Jean Wyllys nega que o movimento seria uma estratégia do PT para lançar candidaturas no "estilo PSOL", com viés mais progressista e identitário.

Ele destacou que durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foram realizadas conferências dos movimentos sociais e identitários, e que o petista foi o responsável por indicar o primeiro ministro negro ao STF (Supremo Tribunal Federal), em alusão ao ex-ministro Joaquim Barbosa, além de ter sido "o primeiro a abraçar a bandeira do arco-íris".

"E, não por acaso, no ano em que, por um milagre, eu me elegi deputado pelo PSOL, o PT elegeu a primeira mulher presidenta da República e já tinha candidatas trans. Essa história de que o PT está fazendo isso por estratégia eleitoral é um equívoco", completou.

Ex-deputado deixou mandato por ameaças

Em 2018, Jean Wyllys foi eleito para o terceiro mandato consecutivo como deputado federal pelo Rio de Janeiro, mas desistiu do cargo em janeiro de 2019, por temer ameaças contra sua integridade física e a de seus familiares. O posto foi ocupado por seu suplente, o ativista LGBTQIA+ David Miranda.

Na ocasião, Wyllys declarou, em entrevista à Folha de S. Paulo, que deixou o Brasil devido às constantes ameaças que vinha sofrendo, e o medo que se intensificou após o assassinato de sua amiga e vereadora pelo PSOL, Marielle Franco, e o motorista da parlamentar, Anderson Gomes. O crime segue sem solução.

"O [ex-presidente do Uruguai] Pepe Mujica, quando soube que eu estava ameaçado de morte, falou para mim: 'Rapaz, se cuide. Os mártires não são heróis'. E é isso: eu não quero me sacrificar", disse.

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