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1 mês

Sakamoto: André Mendonça foi fritado enquanto Aras faz campanha por fora

Colaboração para o UOL

15/09/2021 19h17

Com o aumento da pressão de senadores governistas e grupos evangélicos pela sabatina de André Mendonça na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para ocupar uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), o colunista Leonardo Sakamoto analisou que o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública foi "fritado" no pior momento do bolsonarismo e Augusto Aras, procurador-geral da República, pode estar de olho no espaço desocupado.

Para Sakamoto, faltou apoio do governo de Jair Bolsonaro (sem partido), uma vez que o próprio presidente indicou Mendonça para o cargo. "Ao mesmo tempo, ele foi fritado em um momento de ebulição do bolsonarismo, tivemos presidente fazendo micareta golpista no 7 de setembro", disse ao UOL News.

Além disso, o Senado estava se organizando para negar projetos de Bolsonaro, reflexo do aumento da tensão entre o presidente e os outros Poderes. "Senado deu resposta e parte dela é o não trâmite da indicação de Mendonça", explicou Sakamoto.

Já Aras nunca escondeu o sonho de ser ministro do STF, "tanto é que atuou como fiel escudeiro de Bolsonaro, afastando ações sobre o presidente". Oficialmente, o procurador falou não se promover para a vaga, "mas muita gente diz que ele está fazendo campanha por fora para Mendonça ficar de lado", observou.

Uma possível indicação de Aras, no entanto, seria uma decepção para a base de Bolsonaro, porque "ele não é terrivelmente evangélico". Se o procurador fosse para o STF, o cargo dele, na previsão de Sakamoto, iria para a subprocuradora-geral, Lindôra Araújo. "Que é bolsonarista de carteirinha", afirmou o colunista.

A troca de Mendonça por Aras seria apoiada, inclusive, pelo presidente da CCJ, o senador Davi Alcolumbre. A manifestação em apoio ao nome do procurador foi feita nos bastidores.

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