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Deputada Tabata Amaral anuncia filiação ao PSB

Deputada Tabata Amaral anuncia filiação ao PSB Imagem: Reprodução

Colaboração para UOL*

16/09/2021 18h34Atualizada em 17/09/2021 02h42

A deputada federal Tabata Amaral anunciou que se filiou ao PSB, durante entrevista ao programa "Conversa com Bial" (Rede Globo), exibido hoje.

A entrevista faz parte da série com personalidades relevantes nas eleições de 2022.

Eu vou pro PSB. Foram muitas conversas e eu vou muito feliz, porque o PSB, dentro do campo progressista, tem muita clareza do seu papel no combate a esse governo tão autoritário, tão incompetente, tão corrupto que infelizmente lidera o nosso país hoje, mas também tem muita clareza do seu papel de construção como uma alternativa para o que tá posto aí, não só como negação ao governo Bolsonaro, mas com propostas concretas". Tabata Amaral

"Daqui pra frente é diálogo, diálogo, diálogo. Porque a gente tem um país inteiro para reconstruir", completou.

Tabata justificou a decisão e rebateu críticas sobre sua associação ao mesmo partido do namorado, João Campos (PSB), prefeito do Recife e que também participou da entrevista.

"A gente não deve nunca se acostumar com o racismo, com o machismo ou com qualquer outra forma de silenciamento que infelizmente ainda comanda a política brasileira. Mas a minha resposta a todo esse machismo que com certeza vai vir mas que já vem no dia a dia é que eu tenho muito orgulho da trajetória que eu tô construindo com o meu time, com os nossos voluntários".

"A minha trajetória na política é independente e da mesma forma a conversa com os partidos foi independente", afirmou.

"E eu acho tão natural que eu e João estejamos no mesmo lugar porque temos uma visão de Brasil muito compartilhada. Então que bom poder estar ao lado de pessoas como o João, o Flávio Dino e tantas outras", completou.

Mais cedo na entrevista, Tabata comentou sobre o machismo que sente receber no tratamento a ela durante a rotina de deputada.

A briga com o PDT

Tabata Amaral foi autorizada a sair do PDT sem perder o mandato, depois de uma longa disputa judicial. Em 2018, quando foi a 6ª deputada mais votada do Estado de São Paulo, com 264.450 votos, a parlamentar subiu no palanque de Ciro Gomes (PDT).

No ano seguinte, porém, ela e outros sete deputados pedetistas tiveram suas atividades no partido suspensas por terem votado a favor da reforma da Previdência, na contramão da orientação da sigla. Para não ser enquadrada na Lei dos Partidos Políticos, que prevê a perda do mandato do deputado que se desfiliar sem justa causa, Tabata alegou ao TSE que estava sofrendo discriminação política.

O PDT suspendeu as atividades da parlamentar por 90 dias, retirou dela a vice-liderança na Câmara e a proibiu de ocupar assentos em comissões ou votar nas assembleias.

As tratativas com o PSB começaram por meio do prefeito do Recife, João Campos, e avançaram em São Paulo com o ex-governador Márcio França. A deputada recebeu dos dirigentes pessebistas a sinalização de que pode disputar a prefeitura de São Paulo em 2024.

O PSD de Gilberto Kassab também mantinha conversas com Tabata e até o PSDB chegou a sondá-la, mas as negociações não avançaram.

3ª via e impeachment de Bolsonaro

Tabata e João falaram com Bial também sobre a possibilidade de uma "3ª via" para as eleições de 2022, se afastando da polaridade Lula x Bolsonaro.

"Eu tenho muita angústia de saber que a gente pode ir pro ano que vem tão divididos e sem pensar o Brasil. Sim, estamos diante de um governo autoritário, incompetente, corrupto, que é responsável pela inflação, que é responsável por tantas mortes e tanto sofrimento", começou Tabata.

"Mas é importante a gente entender que se o povo elegeu esse governo, muitas coisas não tinham sido respondidas por outros candidatos. Minha preocupação é que a gente tenha um projeto efetivo, que bote um fim a todo esse sofrimento representado pelo governo Bolsonaro, mas que tenha um projeto de país. Que a gente consiga quebrar a polarização. Quais são os pontos que conseguem unir a esquerda e a direita? Eles existem", completou.

Questionada por Bial sobre a perspectiva de subir, já no primeiro turno, no palanque de Lula, Tabata desconversou.

Pra mim o mais importante nesse momento é que a gente consiga fornecer uma alternativa ao governo Bolsonaro, com um projeto unindo da esquerda à direita. Eu não sei se o PT vai estar nessa posição, de apresentar um projeto de Brasil que consiga unir gente tão diferente." Tabata Amaral

João Campos apontou ainda o possível impeachment de Bolsonaro como um caminho para melhorar o Brasil.

"Tá muito nítido que já deu. Há elementos não só políticos, mas de crime de responsabilidade. O presidente afirma que não vai seguir uma decisão judicial? Não pode. O Brasil não é uma monarquia, você tem instituições. Você precisa do estado democrático de direito", declarou.

Tabata concordou com João Campos.

"Eu tenho total consciência depois de 2 anos e meio atuando como deputada que essas crises todas, esses problemas todos não vão embora enquanto a gente não tirar esse projeto maluco que tomou conta do Brasil. É muito triste que o tempo da política é 'onde dá pra esperar, veja bem, vamos colocar panos quentes', enquanto nosso povo tá sofrendo. Quantos anos não vamos levar pra botar de pé o que o governo Bolsonaro bota no chão na educação?", completou.

Marcas do mandato

A deputada contou a Pedro Bial sobre o que mudou em sua cabeça depois de 2 anos e meio de mandato.

"Eu venho de um lugar em que a vida é muita dura, sou filha de nordestinos, cresci em uma ocupação na periferia de São Paulo, sou ex-aluna de escola pública. Então quem vem da periferia tem muita resiliência por natureza e tem muita coragem pra enfrentar esse mundão", afirmou.

"O que encontro todo dia em Brasília nem sempre é bonito, nem sempre é belo, a gente sabe que a nossa política tem muita coisa a ser mudada. É m lugar muito áspero e muito duro pra quem não vem desse meio, é mulher, é jovem. Acho que o resumo é: vem sendo uma caminhada muito dura e muito difícil, mas também muito frutífera", completou.

Namoro

O casal comentou ainda a respeito do namoro à distância que mantém.

"Astrofísica é mais fácil. Eu era feliz quando a resposta vinha de uma conta num pedaço de papel. Mas ele é de onde eu tiro minha força. Essa parceria, meu namoro com o João me traz muito combustível e inspiração para seguir lutando. A gente tenta se ver com a maior frequência que a gente consegue, mas é menos do que a gente gostaria. Eu vou um final de semana pro Recife, o João vem um pra São Paulo e a gente vai alternando até pra não ficar pesado no bolso de cada um", contou Tabata.

João completou a declaração da namorada. "A gente consegue superar e viver bem o momento que tá junto. Acho que a intensidade do momento quando tá junto vale muito, fazer o que gosta, viver plenamente".

*Com informações do Estadão Conteúdo.

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