PUBLICIDADE
Topo

Política

Facebook e Youtube negam ter derrubado live de Bolsonaro

Presidente falava de remédios sem eficácia quando a transmissão caiu - Reprodução
Presidente falava de remédios sem eficácia quando a transmissão caiu Imagem: Reprodução

Eduardo Militão

Do UOL, em Brasília

17/09/2021 18h43Atualizada em 17/09/2021 20h24

Empresas que fornecem serviços de telecomunicações e plataformas de redes sociais negaram ter cortado a live do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na noite quinta-feira.

Procuradas pelo UOL, algumas responderam que nem sequer prestam serviços à Presidência da República. O Palácio do Planalto não deu esclarecimentos sobre a queda na transmissão ao vivo que Bolsonaro faz todas as quintas-feiras, às 19h, a partir da biblioteca do Palácio da Alvorada, em Brasília.

A live caiu ontem, quando o presidente falava sobre tratamentos sem comprovação científica para o combate à pandemia de coronavírus. Na transmissão, ele ainda fez afirmação inverídica sobre a Organização Mundial de Saúde, a respeito da vacinação de adolescentes.

"Facebook e Instagram não interromperam a transmissão ao vivo do presidente Bolsonaro", informaram as empresas ao UOL. O Instagram pertence ao Facebook. Procurado pela reportagem, o Youtube também informou que não houve ação da empresa sobre o vídeo.

Procurada por email, telefone e celular, a Secretaria de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto não se manifestou sobre o caso.

As operadoras Claro, Vivo, Telefônica, Oi e Embratel informaram que não prestam serviços ao Palácio da Alvorada e, portanto, não poderia ter partido delas alguma queda de conexão à internet. A assessoria da Telebrás não prestou esclarecimentos. A assessoria do Google, que administra o Youtube, não forneceu informações ao UOL.

O serviço de atendimento ao consumidor da Neoenergia, responsável pela Companhia de Energia de Brasília (CEB), informou que "não foi localizado falta de energia" para o Palácio da Alvorada. "Não foi registrado nenhum chamado no sistema."

"Simulação de censura"

A jornalista Cristina Tardáguila, colunista do UOL e ex-diretora da Rede Internacional de Checadores de Fatos (IFCN, na sigla em inglês), acredita que a queda da live possa ter sido proposital. O objetivo seria simular uma censura às plataformas de redes sociais depois que o Supremo Tribunal Federal e o Congresso derrubaram a validade de uma medida provisória de Bolsonaro .

O presidente baixou uma MP que previa impedir as empresas de mídias sociais de retirarem conteúdos dos internautas quando não houvesse ordem judicial. Para Bolsonaro, isso seria "censura". Para críticos, a medida seria uma tentativa de estimular a propagação de boatos e desinformação, as chamadas "fake news".

.

Política