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6 meses

Bolsonaro diz que formação militar 'foi mais difícil' que ser presidente

Do UOL, em São Paulo

27/11/2021 13h20Atualizada em 27/11/2021 14h57

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou hoje, em Resende (RJ), na Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), da formatura de 391 cadetes do 4º ano da Turma Dona Rosa da Fonseca e disse que sua formação militar foi mais difícil do que ocupar a Presidência. O mandatário se formou na academia em 1977.

"Eu até hoje guardo os ensinamentos que aqui aprendi. Em momentos difíceis à frente da Presidência, vejo o que passei por aqui [na Aman] e me conforto dizendo 'aqui foi mais difícil'. Quem passa por aqui, quem tem essa formação, sabe das dificuldades", disse ele.

O chefe do Executivo acrescentou ainda que os militares respeitam a Constituição e têm o compromisso de defender a democracia no país.

"Para vocês jovens aspirantes, agora, integrando de fato o nosso Exército brasileiro, passa uma enorme responsabilidade, maior até do que defender a vida dos nossos cidadãos é defender a nossa democracia e a nossa liberdade. Juramos dar a vida pela pátria, como eu fiz aqui num passado bastante distante. Este juramento está muito vivo. Não ousem roubar a nossa liberdade. Estamos prontos para defendê-la. Nós, militares, respeitamos a nossa Constituição", declarou.

Bolsonaro usou a expressão "nosso Exército", o que marca uma mudança de seu discurso. Em diversos momentos este ano, o mandatário falou em "meu Exército", o que gerou críticas por ser interpretado como uma tentativa de politização da instituição.

"Agradeço em grande parte tudo o que tenho ao nosso Exército brasileiro. Essa formação marca a vida de todos nós, essa formação nos fará vencer obstáculos", disse ele em outro momento do pronunciamento.

Essa foi a primeira vez, em 210 anos, que foram formadas também as Aspirantes a Oficial, num total de 23 mulheres.

O mandatário encerrou dizendo "Deus, pátria e família", lema do integralismo, movimento surgido na década de 1930 no Brasil, influenciado pelo fascismo na Europa.

Bolsonaro estava acompanhado do vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), do ministro da Defesa, general Braga Netto, do ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, general Luiz Eduardo Ramos, e de outras autoridades.

Apesar da pandemia da covid-19, eles não usavam máscaras de proteção. Bolsonaro ainda gerou aglomerações no evento ao descer do palco e tirar fotos com convidados dos formandos.

Ontem, Bolsonaro disse a sargentos da Aeronáutica que fiquem "vigilantes" sobre a situação do País. Em cerimônia de formatura dos oficiais, o chefe do Executivo voltou a dizer que há um processo de perda de liberdades no País - sem, contudo, elencar os elementos de sua tese.

No auge das tensões com o STF (Supremo Tribunal Federal), Bolsonaro defendia que a Corte cassava liberdades individuais quando punia atitudes antidemocráticas de apoiadores do presidente.

Acenos para apoiadores e cachorro-quente

Antes da cerimônia, o presidente acenou para apoiadores e caminhoneiros que passavam pela Rodovia Presidente Dutra em frente ao Hotel de Trânsito da Aman.

Bolsonaro chegou à cidade no fim da tarde de ontem para participar da solenidade.

Na noite de ontem, Bolsonaro foi até um trailer comer cachorro-quente, como tradicionalmente faz quando visita Resende.

* Com informações da Agência Brasil e Estadão Conteúdo

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