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1 mês

Sakamoto: Bolsonaro quer ter direito de xingar, mas não aceita ser xingado

Colaboração para o UOL

29/11/2021 19h21

Em participação no UOL News, o colunista Leonardo Sakamoto disse que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) trabalha com "dois pesos e duas medidas" em relação a ofensas pessoais proferidas e recebidas.

No fim de semana, uma mulher de 30 anos que estava dentro de um carro foi detida após xingar Bolsonaro, que acenava a motoristas na Via Dutra, em Resende (RJ), antes de participar de um evento na cidade. Encaminhada à delegacia, a mulher, que era passageira do veículo, assinou um termo circunstanciado pelo crime de injúria e foi liberada.

"É interessante que, em agosto, no meio daquele surto autoritarista e golpista que o presidente da República teve de querer passar por cima de eleição e fechar a Corte, ele chamou o ministro Luís Roberto Barroso exatamente da mesma coisa que a moça chamou ele no carro", disse Sakamoto. "A pergunta é: por que ele pode fazer isso e um outro cidadão comum não pode?".

"Bolsonaro trabalha com dois pesos e duas medidas. Ele quer ter o direito de xingar quem ele quiser, inclusive um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), mas não aceita ser xingado", completou.

Para o colunista, a detenção da mulher que xingou Bolsonaro, na verdade, encobre algo "absurdo" do presidente.

"Bolsonaro estava na rodovia acenando pros carros num ato de campanha eleitoral. Ele tem feito esses atos de pré-campanha eleitoral com a estrutura do governo. Fosse o Brasil um país minimamente racional, ele já teria sido punido por campanha antecipada."

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