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Política

Kennedy: Moro se torna político profissional ao receber salário do Podemos

Colaboração para o UOL

30/11/2021 19h18

Em participação no UOL News, o colunista Kennedy Alencar afirmou ser irônico, apesar de não haver nenhuma ilegalidade, o ex-juiz e ministro da Justiça Sergio Moro receber salário do Podemos, partido que se filiou. O valor mensal bruto é de R$ 22 mil, o que, com os descontos dos impostos, ficará em torno de R$ 15 mil.

Outros políticos, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Ciro Gomes (PDT), recebem salários de suas legendas. O que chama a atenção no caso de Moro, avalia Kennedy, é porque ele criminaliza a política e fala contra os políticos.

"Se as pessoas se dedicam a uma atividade profissional, como políticos profissionais, é natural que as legendas os contratem, porque as pessoas têm boletos para pagar. Mas é irônico que alguém que tanto desacredita e nega a política acabe se tornando um político profissional e receba salário para isso", disse o colunista.

Rachadinhas

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu hoje manter o foro privilegiado do senador Flávio Bolsonaro no caso das rachadinhas. Segundo Kennedy, isso faz com que o filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) ganhe tempo para sua defesa.

"É uma decisão das Justiça, temos que respeitar, mas há muitas evidencias desse esquema de rachadinha envolvendo o então deputado estadual Flávio Bolsonaro, hoje senador da República, e é um esquema da família Bolsonaro, que construiu um patrimônio à sombra do esquema da rachadinha", disse o colunista.

"É um caso muito grave, e Flávio ganha tempo, leva o caso para uma instância que ele, em tese, acha que tem mais vantagem para fazer a defesa dele."

Nicarágua

O colunista também falou sobre a comparação que Lula fez entre o tempo de mandato do ditador Daniel Ortega, que comanda a Nicarágua há sete anos, e o da chanceler alemã Angela Merkel, que completou 16 anos no poder, mas foi eleita democraticamente todas as vezes.

"Lula continua relativizando regimes autoritários. É um erro o que ele faz em relação a Nicarágua, Cuba e Venezuela. O primeiro compromisso tem que ser com a democracia. O PT quando governou foi de maneira democrática, o Lula é um democrata", avaliou Kennedy.

"A Revolução Sandinista na Nicarágua, em 1979 até 1990, acabou com uma ditadura de mais de cinco décadas. A Revolução Cubana foi muito importante, encantou o mundo no começo. O chavismo quando chegou no poder teve que lidar com a pior elite da América Latina, trouxe avanços sociais para o país. Acontece que depois esses países trilharam o autoritarismo."

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