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4 meses

Políticos atacam Bolsonaro por fundão de R$ 4,9 bi: 'Tchutchuca do Centrão'

Colaboração para o UOL

24/01/2022 11h08Atualizada em 24/01/2022 13h24

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem sido criticado por políticos nas redes sociais após sancionar o Orçamento de 2022 mantendo despesas de interesse eleitoral ao Planalto, como o "fundão" de R$ 4,96 bilhões.

O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), ex-aliado do presidente, disse que Bolsonaro entregou o Brasil ao Centrão, grupo formado por parlamentares que têm o interesse político como prioridade.

"Vale dizer que Bolsonaro poderia sim vetar esse aumento no fundão, tanto que fez isso na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias]. Agora, na LOA [Lei Orçamentária Anual], com Ciro Nogueira, Arthur Lira e Valdemar Costa Neto tendo ele na palma da mão, era claro que não vetaria. É tchutchuca do Centrão sim!", escreveu o fundador do MBL.

O Orçamento deste ano é o maior da história, com espaço de R$ 90 bilhões para o Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família e destinou um pagamento mínimo de R$ 400 mensais aos beneficiários.

Impeachment de Bolsonaro

Também rompido com Bolsonaro após apoio em 2018, João Amoêdo (Novo) reforçou a relação do presidente com o Centrão. "Em meio a maior crise do País, o brasileiro pagará bilhões para políticos. Este é o Brasil de Bolsonaro e do Centrão."

O ex-presidente do Novo escreveu que o país paga o preço por Bolsonaro não ter sofrido impeachment. "Dois anos de pandemia, 620 mil mortos no Brasil, estudos publicados nas mais relevantes revistas científicas e o Ministério da Saúde ainda defende a efetividade da Cloroquina e coloca em dúvidas as vacinas. O preço de Bolsonaro ainda não ter sido impichado foi, é, e será elevado."

A deputada federal Adriana Ventura (SP), também do Novo, questionou as prioridades do presidente. "Presidente sanciona fundão eleitoral de 4,9 bilhões, quais são as prioridades? $$$ que poderia estar sendo utilizado na saúde, educação e segurança será utilizado para financiar santinhos em campanhas eleitorais de políticos que você sequer conhece."

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) ironizou a sanção de Bolsonaro que manteve o fundão. "Bolsonaro sancionou o Orçamento 2022. É claro que ele manteve o Fundão Eleitoral de R$ 4,9 bi e o Orçamento Secreto de R$ 16,5 bi. Adivinha onde foram os cortes? Nas verbas p/ pesquisas científicas, indígenas, quilombolas e nos ministérios do Trabalho e Educação. Prioridades, né?"

Orçamento secreto

Na sanção, Bolsonaro também deu aval aos R$ 16,48 bilhões em recursos do orçamento secreto aprovado pelo Congresso, o esquema que distribuiu recursos a aliados políticos em troca de apoio com menos transparência nos dois últimos anos, revelado pelo jornal O Estado de S.Paulo.

No total, as emendas parlamentares vão somar R$ 35,6 bilhões em 2022 após os vetos, que ainda podem ser derrubados pelo Congresso. Ao entregar o controle das decisões para a Casa Civil, pasta comandada pelo Centrão, o presidente Jair Bolsonaro decidiu blindar as chamadas emendas RP-9, modelo questionado por especialistas e considerado irregular pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

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