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Política

Olga Curado: PSC, Avante e Patriota discutem formar federação partidária

Colaboração para o UOL

27/01/2022 19h20

A colunista Olga Curado afirmou, durante participação do UOL News da noite de hoje, que o PSC, Avante e Patriota discutem uma possível formação de federação partidária.

De acordo com ela, essa união deve vir uma característica muito peculiar: não vão apoiar um candidato à Presidência da República. Vale lembrar que essas siglas, tradicionalmente, apoiam o presidente Jair Bolsonaro (PL).

"É um arranjo político que está sendo negociado de uma forma ampla para na verdade garantir a sobrevivência desses políticos que estão dentro desses partidos", disse ela.

PSDB e Cidadania

O PSDB informou hoje que a executiva do partido autorizou, em reunião, abertura do diálogo formal com o Cidadania para possível formação de uma federação partidária, uma das novidades desta eleição.

Segundo apurações de Curado, a aliança entre os dois partidos já está acertada.

Diferentemente das coligações — proibidas nas eleições proporcionais já em 2020 —, as federações vão muito além da disputa eleitoral: criam uma "fusão" temporária entre as siglas envolvidas, que precisam permanecer unidas por pelo menos quatro anos. Os partidos têm até 2 de abril para registrar as alianças.

De acordo com comunicado divulgado pelo PSDB, as conversas continuarão sendo conduzidas pelo presidente da legenda, Bruno Araújo, o secretário-geral Beto Pereira e os líderes na Câmara, Adolfo Viana (BA), e no Senado, Izalci Lucas (DF), "com o objetivo de mapear e aparar eventuais arestas regionais".

"Líderes tucanos defenderam que a decisão final sobre a Federação com o Cidadania seja tomada o quanto antes, para que também se definam mais rapidamente as chapas que vão disputar as eleições estaduais e nacionais", diz a nota.

Para ser chancelada, a federação precisa ser aprovada pelas executivas e diretórios nacionais das legendas envolvidas. O processo também envolve a elaboração de um programa partidário comum. O novo instrumento foi aprovado pelo Congresso no ano passado e virou uma alternativa às coligações, que deixaram de existir. A modalidade é mais rigorosa que a regra anterior porque exige que a união permaneça por no mínimo quatro anos e seja reproduzida também nos estados.

* Com informações do Estadão Conteúdo

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