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Presidente do PSDB defende candidatura única como '3ª via' até fim de maio

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/03/2022 19h38Atualizada em 02/03/2022 19h43

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, acredita que até o final de maio haverá consenso entre os partidos que buscam uma alternativa fora da polarização Lula-Bolsonaro para o nome que representará a chamada terceira via nas eleições de outubro.

Admitindo que o ideal já seria ter essa definição, o tucano afirmou que grande parte do eleitorado brasileiro ainda não "mergulhou na rotina da eleição". "Política tem um tempo e nós ainda estamos no timing. Final de maio é o limite para que se possa ter, na primeira semana de junho, uma candidatura única", disse Araújo, em entrevista ao UOL News.

Segundo ele, a construção da terceira via ganhará forçar durante o afunilamento do prazo da janela eleitoral, período que a legislação permite as trocas partidárias.

"[Será] um momento de construção e entendimento para essa candidatura, que entrará no jogo de forma firme para gerar expectativa desse eleitor que não quer nem Lula, nem Bolsonaro."

Lula lidera nova pesquisa eleitoral

Pesquisa PoderData divulgada hoje pelo site Poder360 aponta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança para a disputa eleitoral deste ano para a Presidência. Lula aparece com 40% das intenções de voto, à frente do presidente Jair Bolsonaro (PL), que ficou com 32%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Em comparação com o levantamento anterior, divulgado em 16 de fevereiro, Lula manteve o mesmo percentual e Bolsonaro oscilou um ponto para cima — portanto, dentro da margem de erro. A diferença entre os dois era de 9 pontos percentuais, e agora é de 8.

Na avaliação de Bruno Araújo, o empate técnico entre os demais pré-candidatos na pesquisa evidencia a importância da criação de federações partidárias. O PSDB já fechou acordo com o Cidadania, mas ainda busca diálogo com o MDB e o União Brasil, afirmou o presidente nacional do partido.

"Há obstáculos na frente em relação a isso. Mas já há um pacto muito firme no sentido de se a federação não se consolidar que a gente possa formalizar o mais rápido possível uma coligação nacional que una em um único candidato todas essas forças politicas para apresentar uma alternativa real ao eleitor brasileiro", disse o tucano.

"O foco agora é de construir e consolidar todos esses nomes que estamos vendo em uma única candidatura que dê competitividade e chances reais de quebrar essa polarização."

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