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Juíza manda Facebook apagar página falsa de memes que ligava Joesley a Lula

O empresário Joesley Batista pediu que Facebook tirasse do ar página de sátiras - RENATO COSTA /FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
O empresário Joesley Batista pediu que Facebook tirasse do ar página de sátiras Imagem: RENATO COSTA /FRAMEPHOTO/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Caio Mello

Do UOL, em São Paulo

13/05/2022 15h45Atualizada em 13/05/2022 19h47

O empresário Joesley Batista, um dos fundadores da rede de frigoríficos JBS, pediu na Justiça que o Facebook tirasse do ar a "Joesley Batista O Salvador da Pátria", uma página falsa que veiculava memes políticos com uso da imagem dele em postagens contrárias ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e favoráveis ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No pedido, o empresário pontuou que a página fazia entender que ele, e por consequência suas empresas, apoiavam Lula, além de alegar o uso da sua imagem sem autorização.

O Facebook acatou o pedido e mandou o Facebook derrubar a página. A decisão é da juíza Gabriela Fragoso Calasso Costa, da 32ª Vara Cível de São Paulo. O UOL constatou que o perfil não está mais disponível na plataforma.

Em sua decisão, a magistrada citou que "em anos eleitorais, as condutas de uso indevido de imagem e dados pessoais em favor ou contra determinadas correntes políticas se intensificam". Ela ainda concordou com o argumento do empresário de que página poderia causar prejuízos a ele.

"A cada instante que terceiros utilizam indevidamente os dados pessoais e a imagem do autor, o dano renova-se no tempo e mais usuários terão acesso aos posts realizados em nome do autor, sem que haja qualquer autorização para tanto", afirmou na decisão.

O UOL procurou a defesa do empresário, que enviou a seguinte nota : "Estranhamos que o Facebook oriente a vítima a procurar a Justiça ao invés de retirar do ar, de imediato, uma página sabidamente falsa."

Já a Meta disse que não comentaria o assunto.

Quem é Joesley Batista

O empresário Joesley Batista é um dos donos de uma das principais empresas do Brasil, a JBS. O frigorífico tem alcance internacional e tornou o empresário e seu irmão, Wesley Batista, bilionários.

Na área política, ele acumula polêmicas. Ele foi acusado de pagamento de propinas ao ex-deputado Eduardo Cunha, para liberar recursos do FI-FGTS (Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), medida que destina dinheiro para investimentos em determinados setores. A investigação se baseou na "Operação Sépsis", desdobramento da Lava Jato. O caso foi arquivado.

O nome de Joesley ficou em evidência nacional no dia 17 de maio de 2017, data que ficou conhecida até mesmo como "Joesley Day" no mercado financeiro. Isso porque foi divulgada uma conversa entre o empresário e o então presidente Michel Temer, em que supostamente o mandatário teria confirmado a compra do silêncio de Eduardo Cunha, o que nunca foi comprovado.

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