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Moraes manda apuração contra Weintraub para a primeira instância

Abraham Weintraub, então ministro da Educação, no lançamento do Programa Tempo de Aprender - Walterson Rosa/Ministério da Educação
Abraham Weintraub, então ministro da Educação, no lançamento do Programa Tempo de Aprender Imagem: Walterson Rosa/Ministério da Educação

Paulo Roberto Netto

do UOL, em Brasília

19/05/2022 14h54Atualizada em 19/05/2022 14h55

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou para a primeira instância a apuração aberta contra o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub, que durante entrevista insinuou que o ministro Ricardo Lewandowski teve interesse em adquirir sua residência em São Paulo.

Segundo Moraes, a apuração preliminar tramitou por ter possível conexão com o inquérito das fake news, mas novas diligências indicaram que os indícios de ligação entre os casos não se justificam.

"Após as diligências realizadas, os meros indícios de conexão probatória com a investigação realizada no Inquérito 4.781/DF não justificam a permanência dos autos nessa Corte", disse Moraes.

A apuração foi aberta em janeiro após Weintraub alegar em uma entrevista que "um ministro do STF" teria demonstrado interesse em comprar a casa que mantinha no Jardim Petrópolis, bairro na zona sul de São Paulo.

"Moro numa casa, num condomínio fechado, uma casa boa. Um juiz do STF estava procurando casa na região, dentro do condomínio. Viu a minha casa e falou: 'Pô, casa bonita, hein, de quem é?'. Falaram: 'Abraham Weintraub'. 'Pergunta para ele se não quer vender para mim'", narrou Weintraub.

Em depoimento à PF, Weintraub disse que o ministro era Lewandowski. O magistrado negou prontamente.

Segundo Moraes, os depoimentos do advogado de Weintraub e da corretora de imóveis do condomínio "contraria frontalmente as declarações falsas" do ex-ministro da Educação.

"As informações prestadas no depoimento de Auro Hadana Tanaka, advogado de Abraham Weintraub, comprovam não ter havido qualquer proposta de compra do imóvel de nº 66 pelo Min. Ricardo Lewandowski, o que foi corroborado pelas declarações da corretora Rose Mary", afirmou Moraes. "Além disso, os registros de entrada no condomínio, encaminhados à autoridade policial pela própria Defesa de Abraham Weintraub".

A apuração contra Weintraub deverá ser encaminhada para a Justiça Federal do Distrito Federal.

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