Senadores bolsonaristas insistem com Moraes para visitar ex-diretor da PRF

Os senadores Izalci Lucas (PL-DF) e Damares Alves (Republicanos-DF) solicitaram autorização para visitar o ex-diretor da PRF (Polícia Rodoviária Federal) Silvinei Vasques na cadeia da Papuda.

O que aconteceu

O pedido foi feito a Alexandre de Moraes na tarde de ontem (19). Os parlamentares se reuniram com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) e, de acordo com Damares, foi um encontro rápido de menos de cinco minutos. A conversa não ocorreu no gabinete do ministro, mas no salão branco do Supremo, um espaço aberto atrás do plenário.

O UOL apurou que até o momento não houve decisão de Moraes. Alguns senadores - 15, segundo Damares - já haviam feito a solicitação em novembro, e ontem a dupla foi ao STF para reforçar o pedido. Ao UOL, ela não explicou por qual razão os parlamentares querem conversar com Silvinei.

O ex-diretor da PRF está preso desde 9 de agosto do ano passado. Ele foi detido em Santa Catarina e transferido para Brasília.

Silvinei é suspeito de tentar interferir na corrida presidencial de 2022. No dia do segundo turno, a Polícia Rodoviária fez blitze em rodovias do Nordeste, e revistas demoradas retardaram o tráfego de ônibus que levavam eleitores para os locais de votação.

As operações foram interpretadas como uma maneira de desencorajar eleitores irem às urnas. As pesquisas apontavam que Lula era o candidato preferido na região. O petista teve 69,34% no segundo turno no Nordeste.

No próprio dia, Alexandre de Moraes, que era presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ordenou o fim das blitze. Silvinei foi ameaçado de prisão caso não obedecesse a determinação.

CPI e prisão

Antes de ser preso, Silvinei foi ouvido pela CPI do 8 de Janeiro. As declarações do ex-diretor da PRF foram prestadas em junho de 2023, apresentaram contradições e ainda houve citação de dados falsos. O relatório da comissão sugeriu o indiciamento dele.

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Preso, o ex-diretor da PRF emagreceu e tentou fazer exame da OAB. Celíaco, ele perdeu mais de 10kg na Papuda e chegou a fazer o exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) mas não foi aprovado na segunda fase.

A investigação sobre Silvinei corre sob sigilo. Até o momento não há registro de denúncia contra ele pelo episódio ocorrido no dia do segundo turno das eleições.

Além de Silvinei Vasques, foram denunciadas em março deste ano outras sete pessoas pelo episódio. A defesa de Silvinei nega as acusações.

Em paralelo a isso, ex-diretor da PRF foi denunciado por fraude em compra de veículos blindados. Contrato fechado pela PRF durante sua gestão teria causado prejuízo de R$ 13 milhões segundo o Ministério Público Federal no Rio.

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