UOL Notícias Política
 

03/12/2008 - 12h29

Previsão de investimento no PAC aumentou 26%, afirma Dilma

Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quarta-feira (03) que o governo federal deve cortar despesas de custeio, não investimentos em obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Segundo a ministra, a previsão de investimentos no programa até 2010 aumentou 26% em relação às estimativas da época do lançamento do PAC, em janeiro de 2007.

Dilma Rousseff participa de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para discutir o impacto da crise econômica no programa. Aos parlamentares, ela afirmou que o governo deve aumentar o investimento no PAC e que isso será possível por meio de cortes de custeio da máquina pública. "Quando se olha as contas, sempre se acha onde cortar. As empresas privadas conseguem, então o governo também pode cortar", disse.

Investimentos no PAC

Os investimentos no PAC, que somavam R$ 690 bilhões quando o programa foi lançado, em 2007, hoje ultrapassam R$ 1,1 trilhão, somando os valores que serão aplicados até 2010 com as previsões para investimentos posteriores. Os números foram apresentados ontem (2) pela ministra Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil da Presidência da República, durante o 9º Fórum de Governadores do Nordeste

Números
Com o corte nos gastos de custeio, a ministra defende a manutenção e a ampliação dos investimentos no PAC. A previsão de investimentos no programa já aumentou em relação à época de lançamento, em janeiro de 2007, passando de R$ 503,9 para R$ 636,2 bilhões. E a perspectiva para o período pós-2010 é que os investimentos cheguem a R$ 478,8 bilhões.

A participação das estatais nas obras do programa foi a que mais aumentou no período até 2010: 56%, resultando em investimentos da ordem de R$ 620,7 bilhões. A explicação é que as empresas públicas participam dos projetos mais caros.

Os números referentes ao investimento privado aumentaram 17%, chegando a R$ 190,5 bilhões. O financiamento federal cresceu 16%, atingindo R$ 180,8 bilhões. A contrapartida de Estados e Municípios subiu 4%, totalizando R$ 45,2 bilhões e os recursos do Orçamento Fiscal e Seguridade (OFS) atingiram R$ 73,9 bilhões, 7% a mais que o previsto inicialmente.

A revisão dos valores decorre, segundo a ministra, da ampliação do âmbito dos projetos e da incorporação de novos projetos, como financiamentos de linhas de metrô e a construção do Trem de Alta Velocidade (TAV) entre São Paulo, Campinas e Rio de Janeiro.

Economia "robusta"
A ministra destacou a "robustez" da economia do país, que permite a continuidade dos programas. "O setor público hoje, não tem a fragilidade que tinha no passado. Isso não é um desejo do governo; isso é constatável por indicadores econômicos", ressaltou.

Para Dilma, o Brasil está mais preparado para a crise porque tem fundamentos macroeconômicos mais fortes. Ela destacou como pontos positivos da atual política econômica do governo a menor dívida pública, reservas elevadas em dólar, controle da inflação e o fato de a dívida do país não estar mais atrelada ao dólar, o que fez o Brasil passar da condição de "devedor líquido para credor líquido em dólar".

"Além disso, nós temos um baixo índice de inadimplência, ao contrário dos países desenvolvidos, que tiveram problemas seriíssimos de inadimplência, tiveram quebras", disse a ministra, destacando ainda a "força" dos bancos públicos nacionais, que correspondem a 34% do crédito.

A ministra disse que a missão do governo é tentar reduzir os efeitos da crise no país. "Estamos esperando uma desaceleração no crescimento, mas esperamos suavizar sua curva para baixo e permitir uma retomada na seqüência".

As formas de aliviar os efeitos são, segundo a ministra, a expansão do crédito com redução do custo financeiro. Ela anunciou que estão sendo estudadas novas medidas para aumentar o crédito para investimento no país, já que o acesso ao crédito internacional "secou."

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    17h00

    -1,05
    4,033
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h21

    0,15
    107.543,59
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host