Agregador de pesquisas UOL

Consolidação dos levantamentos de institutos para as eleições para presidente de 2022

Arte/UOL

Corrida presidencial - 1º turno

Jair Bolsonaro, em busca da reeleição, esteve entre 26% e 30% na maior parte da corrida eleitoral. Lula começou com média menor, até ter seus processos anulados, em março de 2021, quando passou a liderar as intenções de voto, com mais de 40%. Já Sergio Moro tinha um bom capital político até sair do Ministério da Justiça, em abril de 2020, quando entrou em queda e passou a revezar posições com Ciro Gomes, mas sempre com menos de 10%.

Os partidos têm até 5 de agosto para definir seus candidatos. Até lá o agregador vai trazer todos os cenários testados com possíveis concorrentes, mesmo que eles não tenham ainda sido confirmados (por esta razão, os dados presentes no agregador incluem, por exemplo, o nome de Sergio Moro, que em 31 de março anunciou que se comprometia a não lançar candidatura à Presidência, e de João Doria, que também desistiu em 23 de maio).

A ferramenta, criada pelo estatístico Neale El-Dash, do site Polling Data, reúne pesquisas de opinião feitas por 20 empresas diferentes.

Explicação do infográfico
No Brasil, tradicionalmente, os institutos de pesquisa avaliam diferentes cenários eleitorais (de 1º e 2º turnos), em que os nomes dos potenciais candidatos (de cada cenário estimulado) são apresentados aos entrevistados, os quais devem dizer em quem votariam dentre as opções disponíveis. As animações representam a média da intenção de voto dos primeiros candidatos, em todos os cenários nos quais eles são considerados. A data considerada é a última em que os entrevistadores colheram as respostas, não a data de divulgação da pesquisa.

Cenários eleitorais

Além de liderar no primeiro turno com folga na previsão de votos, Lula também vence todos os opositores no segundo turno nos cenários pesquisados. Já Bolsonaro aparece empatado na maioria das previsões com ele no segundo turno.

Explicação dos cenários eleitorais
Para prever o resultado de uma eleição, as pesquisas são mais úteis quando estamos próximos à data da eleição. Quando estamos mais distantes do dia do pleito, os níveis de desconhecimento, indecisão e votos não válidos das pesquisas são muito elevados, fato que compromete bastante a qualidade das previsões. Nesses casos, é melhor utilizar um modelo baseado em dados de outros ciclos eleitorais, como o modelo de previsão da chance de reeleição do Bolsonaro (veja a seguir).

Avaliação de Bolsonaro

A avaliação do governo de Jair Bolsonaro começou com um alto percentual de bom/ótimo, mas ele foi caindo, até se estabilizar por volta dos 25%. Já ruim/péssimo, que em 2019 estava em 18%, subiu bastante, ficando entre 45% e 55% e se tornando a principal faixa dos entrevistados. Os que aprovavam o governo eram maioria em 2019, mas em 2022 foram ultrapassados pelos que desaprovam, que são mais de 58% dos ouvidos nas pesquisas.

Explicação da avaliação
O modelo que calcula a chance de reeleição do Bolsonaro é baseado na aprovação (Aprova/Desaprova), pois na maioria dos países essa é a principal medida utilizada para avaliar o governo. No Brasil, entretanto, apesar de a aprovação também ser utilizada, a medida mais frequentemente utilizada pelos institutos de pesquisa é a avaliação (Ótimo/Bom/Regular/Ruim/Péssimo). Por esse motivo acompanhamos as duas medidas: se a última pesquisa de aprovação for recente, essa informação é utilizada para atualizar as chances de reeleição; porém, se a pesquisa mais recente for de avaliação, ela é convertida em aprovação para ser utilizada na atualização do modelo de reeleição. Estar com 1 equivale a ter 100% de chance de reeleição. Quanto mais próximo ao zero, menor a chance de ser reeleito. Atualmente, Bolsonaro estaria com 30% de chance de permanecer no cargo.

Chance de reeleição do Bolsonaro

A chance de reeleição de Bolsonaro caiu drasticamente depois da anulação dos processos de seu principal opositor, o ex-presidente Lula (PT), em março de 2021, chegando a quase nula em 2022.

Explicação do modelo sobre reeleição
O modelo que calcula a chance de reeleição de Bolsonaro é baseado nos resultados de mais de 70 eleições nacionais, de 35 países, que ocorreram desde 1934 até hoje. A importância desse modelo é que ele permite o cálculo dessa probabilidade em situações de pouca informação (ou em momentos muito distantes da data da eleição). Ele é parcimonioso, pois somente considera a aprovação atual do governo e se o candidato do governo busca a reeleição ou a sucessão. Neste link há uma explicação técnica do modelo.

Viés metodológico da avaliação

O agregador utiliza um modelo simplificado com a classificação de pesos para cada critério avaliado. Assim, converte os resultados de todas as pesquisas divulgadas na mídia em estimativas diárias da intenção de voto ou aprovação do atual governo.

Esse modelo, além de levar em conta a dinâmica eleitoral, também considera outro fator muito importante: o viés metodológico dos institutos de pesquisa, estimando o quanto as pesquisas de um determinado instituto estão acima ou abaixo da média do mercado.

Esse viés é inevitável e ocorre por diferentes escolhas metodológicas tomadas por instituto, como qual modo de entrevista usar, como desenvolver o questionário, como treinar da equipe de entrevistadores, como ponderar os resultados da pesquisa, entre outras.

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