Sete situações que podem acabar com seu Carnaval e sua saúde

Mirthyani Bezerra

Do UOL, em São Paulo

É sábado de Carnaval e você acorda com todo o gás para iniciar a maratona de quatro dias mais esperada do ano, aquela que só acaba na Quarta-Feira de Cinzas (ou não!). Você confere os últimos detalhes antes de entrar de cabeça na folia. Fantasia? Aqui. Adereços? Certo. Glitter? Pronto. Mas, não está faltando nada?

Alguns detalhes podem ser decisivos para garantir a farra. O UOL separou sete situações em que a falta de acessório adequado --como um bom tênis para enfrentar cacos de vidro e a sujeira das ruas– e de boas condutas podem fazer seu Carnaval se transformar em um problema de saúde.

Di Vasca/UOL
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Cuidado! Tem vidro no chão

Alguém joga uma garrafa no chão, e ela quebra. Você, de sandália, pisa bem em cima do vidro. Nem invente de continuar na folia com o pé sangrando. O contato da ferida com água suja ou urina (de humanos e, pior, de ratos) pode trazer uma infecção grave, como a leptospirose --doença causada por uma bactéria no xixi do rato. Lave o ferimento e cubra-o, para evitar infecções. Se o corte foi profundo, não tem jeito. É preciso procurar atendimento médico. "Por isso é importante usar um calçado com sola grossa e que cubra bem o pé", afirma Flávia Bravo, do Centro Brasileiro de Medicina do Viajante.
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A vontade de fazer xixi apertou e só tem o banheiro químico. E agora?

Uma cervejinha para refrescar. Mais outra. Água. Chega uma hora que a sua bexiga clama para ser esvaziada. Mas, a única saída é o banheiro químico, lugar rico em fungos e bactérias. "O homem que toca a maçaneta da porta de um banheiro químico, não higieniza as mãos, e segura o pênis para urinar, tem o risco de pegar uma micose no órgão genital, por exemplo. A mulher se limpa e o papel também pode estar contaminado", explica Bravo. Por isso, evite tocar as paredes do banheiro, não entre descalço e lave as mãos, antes e depois de usá-lo. Se não tiver água, álcool em gel.
Di Vasca/UOL
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Não deixe a água de lado nem esqueça de comer

Você tomou um café da manhã fraco antes de ir para o bloco e ainda esqueceu a garrafa de água. As chances de você passar mal são altas. "Para gastar energia é preciso estar bem alimentado. Caso contrário, a pessoa pode ter hipoglicemia - baixa taxa de açúcar no sangue", explica Bravo. Água é essencial. "Se não beber água, pode desidratar e passar mal, principalmente embaixo do sol forte. Além disso, o álcool faz com que a pessoa perca ainda mais água." Se você comeu direito antes de sair de casa, trate de continuar nesse ritmo. É valioso levar lanchinho e comer de três em três horas.
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Cuidado para não ganhar uma "fantasia" de camarão

Você passou protetor solar antes de sair de casa, mas esqueceu de levá-lo para a folia. O resultado: voltou para casa parecendo um camarão. Além de incômodo, a radiação intensa, principalmente nos horários de pico de UVB (entre 10h e 16h), pode causar queimaduras, insolação e câncer de pele, a longo prazo. "Tem que reaplicar a cada duas horas, porque o suor e o atrito vão retirando o protetor da sua pele", conta Flávia Bravo. Os bloqueadores solares precisam proteger contra os raios UVA e UVB e ter um fator acima de 30. É bom também levar o repelente, afinal o "Aedes aegypti" está voando por aí, querendo tirar você da festa.
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Glitter, um perigo para os seus olhos

O glitter dá um toque carnavalesco na maquiagem. Fica lindo, mas é bem perigoso para a saúde dos seus olhos. O material pode arranhar a córnea ou se alojar na pálpebra. A obstrução das glândulas localizadas nessa região, aumenta o risco de inflamação e infecção local, e pode causar o chamado tersol. "É um risco usar glitter, porque eles podem causar irritação ocular. Se você quer correr o risco, pelo menos procure um produto de boa qualidade, que tenha maior aderência na pele. Na hora do bloco, leva um colírio na bolsa, um soro fisiológico para lavar bem em caso de contato com os olhos."
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Amigos, amigos, bebidas à parte

Carnaval é tempo de calor humano, de compartilhar com amigos e isso inclui a cerveja que se está tomando. Durante o bloco, é só alegria, mas depois logo aparecem os sintomas da virose pós-Carnaval, que pode ser consequência daquela cerveja passada de boca em boca. "Todas as doenças de transmissão aérea, aquelas em que os microrganismos ficam na boca e na garganta da pessoa, podem ser transmitidas pelo compartilhamento de objetos. A hepatite A e a mononucleose são apenas algumas delas", explicou Bravo.

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