Entidades médicas divulgam orientações sobre a influenza A (H1N1)

Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo

Com a iminência de uma pandemia de influenza tipo A (H1N1), a chamada gripe suína, especialistas da AMB (Associação Médica Brasileira) e da Sociedade Brasileira de Infectologia lançaram nesta sexta-feira (8) orientações para médicos e público leigo sobre a doença.



O documento foi elaborado em conjunto a diversas entidades, como a Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, a Sociedade Brasileira de Medicina dos Viajantes, a Associação Brasileira de Infecções Hospitalares e a Associação Pan-americana de Infectologia.

No protocolo com orientações à população, os médicos afirmam que são considerados casos suspeitos as pessoas que apresentam ou apresentaram febre alta de maneira repentina (superior a 38ºC) e tosse em até 10 dias depois de viagens do exterior, ou ter tido contato próximo, nos últimos 10 dias, com um suspeito estar infectado com a gripe suína. Os sintomas secundários da gripe suína são dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, dificuldades respiratórias, diarreia, vômitos, garganta inflamada e cansaço.

Entre as recomendações para evitar a doença, estão higienizar as mãos com frequência, utilizando água e sabão e reduzir o tempo de contato com pessoas potencialmente doentes ou a permanência em ambientes com aglomeração de pessoas.

Para pessoas com sintomas como febre e dores musculares, a cartilha orienta cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar, permanecer em casa durante dez dias, utilizando máscara cirúrgica descartável e ficar atento ao surgimento de febre acima de 38ºC e tosse.

Máscaras

Segundo o documento, o paciente com uma suspeita de infecção pelo vírus Influenza A(H1N1) deverá utilizar máscara desde o momento em que for identificada a suspeita de até a chegada no local de isolamento hospitalar ou domiciliar. A proteção também é indicada para os profissionais e parentes que estão em contato com os doentes.

Já nos locais onde não há pacientes com a doença, o uso da proteção não é necessário. "Não há evidências que comprovem proteção para o uso de máscaras cirúrgicas para a população em ambiente aberto", informa o material.

Mas a AMB reitera que quem precisa das máscaras deve ficar atento porque o uso inadequado pode aumentar o risco de transmissão da gripe suína. A máscara deve ser ajustada cuidadosamente para cobrir a boca e o nariz e deve ser trocada quando apresentar umidade.
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