Especialistas da UE acham que idosos podem ter imunidade à gripe

Da Efe
Em Bruxelas

O Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, em inglês), agência da União Europeia (UE), acredita que a maior incidência da gripe suína entre os jovens pode ser devido a que a população de mais idade tem algum tipo de imunidade em relação ao vírus A (H1N1).

Após analisar os dados oferecidos pelas autoridades sanitárias mexicanas, os especialistas europeus concluíram que "não se pode descartar que os grupos de população maior tenham alguma imunidade, devido à exposição prévia a vírus semelhantes", disseram hoje, em comunicado.

O vírus A (H1N1) da gripe suína não surgiu de um laboratório, como tinha sugerido um cientista australiano, disse hoje o diretor-geral adjunto da Organização Mundial da Saúde (OMS), Keiji Fukuda.

"Após vários dias de análise, podemos afirmar que o vírus foi criado de forma natural, e não no laboratório", afirmou Fukuda, em entrevista coletiva.
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Embora os dados indiquem que os jovens são mais vulneráveis ao vírus, ainda não se sabe os motivos pelos quais a doença afeta mais este grupo de população.

O ECDC, com sede em Estocolmo, trabalha com duas hipóteses: as características específicas do novo vírus, ou que este esteve circulando principalmente entre crianças e adultos jovens e ainda não começou a se propagar entre a população mais velha.

O centro destacou a necessidade de "continuar investigando" para aprofundar nas razões do maior índice de contágios entre jovens.

Os contágios mais frequentes do vírus no México ocorreram entre a população mais jovem, com 2,9 casos para cada 100 mil pessoas de entre 10 e 19 anos, e com 2,8 contágios para cada 100 mil crianças de entre 0 e 9 anos, segundo os dados do centro.

No outro extremo está a população da terceira idade, com apenas 0,6 contágio para cada 100 mil pessoas.

Além disso, o centro informou hoje sobre a detecção de cinco novos casos no continente europeu, o que eleva o número total de contágios para 222, registrados em 16 países.

Os dados reunidos pelo ECDC correspondem aos 27 Estados-membros da UE, assim como Suíça, Liechtenstein, Islândia e Noruega.

O centro considera que "ainda não existe um ritmo sustentado" de contágios dentro do território europeu, mas indicou que continuam sendo detectados casos esporádicos e grupos de casos deste tipo.

Os casos de contágios pela gripe suína no mundo todo informados até hoje são de 6,497 mil em 33 países, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

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