Mobilização nacional chega ao fim, mas vacinação contra H1N1 em municípios continua

Da Redação

Atualizada às 15h50

A mobilização nacional para vacinação contra a gripe H1N1 termina nesta quarta-feira (2) em todo o Brasil, com pouco mais de 73,2 milhões pessoas imunizadas, segundo dados parciais informados pelos Estados e Municípios ao Ministério da Saúde até as 15h.

É a maior vacinação já realizada no país, superando os 67 milhões de imunizados contra a rubéola, em 2008. O total de vacinados representa 37% da população brasileira. Proporcionalmente, é a maior campanha realizada no mundo. Os EUA, por exemplo, vacinaram 24% de sua população. México, 20%; Suíça, 17%; França, 8%; e Alemanha, 6%.

“Os números mostram o sucesso de nossa estratégia, uma vitória de todo o Sistema Único de Saúde e da sociedade brasileira”, resume o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em comunicado distribuído à imprensa. “Isso demonstra o grande trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde vacinadores e a confiança da população no Programa Nacional de Imunizações”.

A meta nacional de vacinar pelo menos 80% do público-alvo foi atingida entre doentes crônicos, crianças menores de 2 anos, adultos de 20 a 29 anos, trabalhadores de saúde e indígenas.

Mas, até as 15h desta quarta-feira, a cobertura ainda deixava a desejar entre adultos de 30 a 39 anos (60%, com 17,5 milhões de vacinados e público-alvo de 29 milhões) e crianças de 2 a menores de 5 anos (10%, com 1 milhão de vacinados e público-alvo de 9,6 milhões). Nesses dois grupos, nenhum Estado atingiu 80%, até o momento.

Por isso, o Ministério determinou, juntamente com os Conselhos Nacionais de Secretários Estaduais (Conass) e Municipais (Conasems) de Saúde, que os municípios devem continuar a vacinar os públicos prioritários que não tenham atingido a meta. Um balanço consolidado com os números da campanha deverá ser divulgado na próxima semana.

Crianças

Também haverá novo reforço no próximo dia 12, quando ocorre a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, voltada para crianças de 2 anos a menores de 5 anos. Nesta data, as crianças também poderão tomar a vacina contra a gripe H1N1, mas apenas nos postos fixos de vacinação e não nas unidades volantes.

Já é praxe que nos dias de campanha contra a paralisia infantil as equipes de saúde aproveitem para atualizar o cartão de vacinas da criança. Este ano, os pais e responsáveis poderão aproveitar a ida aos postos para vacinar as crianças contra a gripe.

“Mas recomendamos que não deixem para imunizar as crianças contra a gripe apenas no dia da campanha da pólio. Procurem se vacinar antes”, diz o ministro Temporão. É importante lembrar que, após tomar a vacina, o organismo leva até 14 dias para estar totalmente protegido. As pessoas devem procurar a Secretaria de Saúde do seu município para buscar orientações sobre dias e horários de funcionamento dos postos.

Outro ponto importante é sobre a vacinação diferenciada das crianças, que precisam tomar duas meias doses da vacina, para garantir uma imunização completa contra o vírus da gripe H1N1. A segunda dose deve ser tomada 21 dias depois da primeira. Neste caso, se a criança tomar a primeira dose no dia da campanha da paralisia infantil, os pais e responsáveis devem ficar atentos para levá-las aos postos novamente, para a segunda dose.

Gestantes

No caso das mulheres grávidas, os 2,1 milhões de vacinadas até o momento representam uma cobertura de 70%. O índice está dentro do esperado, pois o cálculo do público-alvo foi feito com base na estimativa de nascimentos para todo o ano. “Mas precisamos considerar as gestantes que deram à luz nos primeiros meses do ano, antes da vacinação, e as que vão engravidar após a campanha”, explica o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage, no comunicado.

Casos registrados

Em 2010, foram registradas 540 internações e 64 mortes em decorrência da gripe H1N1, até 8 de maio. Desse total, 18% dos casos graves e 30% dos óbitos foram em gestantes. Por isso, o Ministério da Saúde reforça a importância de que todas as grávidas, em qualquer período da gestação, procurem um posto para tomar a dose da vacina.

No ano passado, foram registrados 2.051 mortes em todo o país. Desse total, 1.539 (75%) ocorreram em pessoas com doenças crônicas e 189 entre gestantes. Adultos de 20 a 29 anos concentraram 20% dos óbitos (416, no total) e os de 30 a 39 concentraram 22% das mortes (454, no total).

 

 

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