Risco de propagação da zika nas Olimpíadas do Rio é baixo, diz órgão dos EUA

Em Washington

  • José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo

Os Jogos Olímpicos do Rio representam um risco menor para a propagação do vírus da zika, segundo um relatório das autoridades de saúde dos Estados Unidos divulgado nesta quarta-feira (13).

A Organização Mundial de Saúde havia chegado, em junho, à mesma conclusão, rejeitando um chamado de mais de 200 cientistas para anular ou mudar os Jogos Olímpicos para outra sede.

Segundo os Centros americanos de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, em inglês), os 350.000 a 500.000 visitantes, esperados no Brasil para assistir aos Jogos Olímpicos (5 a 21 de agosto) e Paralímpicos (7 a 18 de setembro), representam menos de 1% de todos os turistas que viajaram em 2015 para áreas afetas pela zika no mundo.

O diretor dos CDC, Tom Friedman, considerou durante uma intervenção em Washington que "não há uma razão de saúde pública para atrasar ou mudar os jogos", ainda que tenha aconselhado as mulheres grávidas de não viajarem para o Brasil.

Risco de microcefalia

Friedman recordou o vínculo que existe entre a infecção pelo zika nas mulheres que esperam bebê e o risco de malformações para os recém-nascidos, assim como de microcefalia e desenvolvimento insuficiente e irreversível do cérebro no feto. O Ministério da Saúde do Brasil já confirmou 1.687 casos de crianças com microcefalia ou lesões no cérebro relacionados ao vírus da zika. 

O último relatório do CDC considerou que o risco de uma picada de mosquito, principal vetor da infecção, será relativamente menor durante os jogos que acontecerão no Brasil, onde ainda será inverno, com uma temporada fria e seca, menos propícia para a proliferação dos insetos.

Apenas quatro países correm risco de importação

Segundo o CDC, somente 19 dos 207 países que enviaram atletas ao Rio são potencialmente vulneráveis de propagar a zika. Entre os atletas destes países, que têm um clima tropical e populações de mosquitos suscetíveis de transmitir o vírus, ainda não foi registrado nenhum caso. No entanto, para 15 desses países o CDC considerou que o número pequeno de atletas não coloca seu país de origem em risco. 

Somente as delegações vindas do Chade, Djibouti, Eritreia e Iêmen, compostas por 80 pessoas, representam um risco de propagação, porque são vários viajantes que pela primeira vez sairão de uma área onde vírus está ativo, explicou o CDC.

O organismo recomendou às delegações que se protejam do mosquito e evitem contrair a infecção por via sexual, utilizando preservativos ou praticando a abstinência.

 

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