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Coronavírus

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15 dias

Maior produtor de vacinas pede a Biden fim do embargo de exportação de matérias-primas

CEO do Serum Institute da Índia pediu diretamente a Biden (foto) que ponha fim a embargo sobre exportação das matérias-primas - Mandel Ngan/AFP
CEO do Serum Institute da Índia pediu diretamente a Biden (foto) que ponha fim a embargo sobre exportação das matérias-primas Imagem: Mandel Ngan/AFP

Em Mumbai

16/04/2021 12h43

O CEO do maior fabricante mundial de vacinas, com sede na Índia, pediu diretamente ao presidente americano, Joe Biden, hoje, que ponha fim a um embargo sobre a exportação das matérias-primas.

Em um tuíte, Adar Poonawalla, CEO do SII (Serum Institute da Índia), um dos principais fornecedores de vacinas para os países em desenvolvimento, alertou para as graves dificuldades de seus clientes para conseguirem vacinas anticovid.

"Respeitado presidente, se quisermos sinceramente nos unir no combate contra este vírus, em nome da indústria da vacinação fora dos Estados Unidos, peço-lhe humildemente que suprima o embargo sobre a exportação de produtos de base, para que a produção de vacinas possa aumentar", tuitou.

Não houve, até o momento, uma reação de Biden no Twitter.

O SII fabrica o soro da AstraZeneca, mas não consegue fazer frente à extraordinária demanda da vacina, depois de o governo indiano também decidir frear as exportações, ante uma imparável segunda onda de contágios.

Na semana passada, Poonawalla advertiu que a produção de seu Instituto se encontra "sob tensão" e pediu ajuda financeira ao Estado.

Além disso, o SII tinha de se ocupar da produção de outra vacina, da empresa americana Novavax, mas os Estados Unidos restringem a exportação de componentes básicos. Para Poonawalla, isso significa "proibir as vacinas".

O SII ainda deve entregar 200 milhões de doses como parte do Covax, o programa de colaboração público e privado que codirigido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) para distribuir as vacinas anticovid entre os países pobres.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lembrou recentemente da "brecha" no acesso às vacinas com uma fórmula impactante: uma a cada quatro pessoas vacinadas recebeu imunizante anticovid em um pequeno grupo de países ricos, contra uma em cada 500 em alguns países pobres.

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