'Você olha e não vê defeito, vê uma família completa', diz mãe de bebê com microcefalia

Júlia Dias Carneiro

Em Salvador

Antes de todo o alarme internacional sobre o zika vírus, o drama começou a se desenrolar nas casas de pessoas como Mila Mendonça e Rodrigo Gomes. A gravidez do pequeno Gabriel, segundo filho do casal, corria normalmente até agosto do ano passado, quando as más notícias vieram em enxurrada ao longo de duas semanas de exames.

Além da microcefalia, Gabriel tem micro-calcificações no cérebro, os membros afetados pela síndrome de artrogripose - que provoca contraturas nas articulações e redução no tônus muscular -, problemas em uma das pernas e audição em apenas um dos ouvidos, ainda assim reduzida a 80%.

A BBC Brasil foi à casa do casal de advogados em Salvador, na Bahia, onde a rotina agora é tomada por consultas com médicos e sessões com terapeutas para estimular o desenvolvimento do bebê. Depois do baque inicial, o casal diz que agora "é vida que segue".

"A gente está sendo proativo. Sem se conformar com a doença, de que ele não tem como melhorar, a gente está buscando fazer tudo o que pode ser feito, usar todos os recursos médicos e dedicação emocional", diz Mila.

"Mas também de uma forma tranquila. O máximo que a gente conseguir avançar está bom. Afinal é o nosso filho, a gente ama muito. Você olha para a gente e não vê defeito, vê uma família completa."

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