Governo do MS decreta emergência e faz varredura contra Aedes

O governo do Mato Grosso do Sul decretou emergência em razão da epidemia de dengue e introdução da chikungunya e do zika vírus no Estado. O decreto, que entrou em vigor nesta segunda-feira, 1º, autoriza agentes a entrar em imóveis desocupados, abandonados ou em que houve recusa do morador para o trabalho de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças. Em janeiro, o Estado precisou recorrer à Justiça para entrar em 34 imóveis.

Equipes com apoio da Polícia Militar e do Exército iniciaram uma varredura em residências e comércio da capital, Campo Grande. O Estado contabiliza 8,6 mil notificações da doença e quatro mortes por dengue - duas já confirmadas este ano. Em uma semana, foram notificados 2,1 mil casos de dengue. A incidência chegou a 319,6 mil casos notificados por 100 mil habitantes - acima de 300 casos fica caracterizada a epidemia, segundo critério do Ministério da Saúde.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, a dengue se espalhou por todas as regiões. Pelo menos 28 municípios apresentam alta incidência, entre eles a capital, Campo Grande, onde foram registradas duas mortes este ano. Uma das vítimas, uma criança de oito anos, morreu no dia 11 de janeiro em uma unidade de pronto-atendimento. Dois dias depois, uma adolescente de 16 anos foi a óbito no Hospital Regional. Nos dois casos, a doença foi confirmada por exames.

A prefeitura de Campo Grande já havia decretado emergência em janeiro. Outras duas mortes ocorreram, respectivamente, em Caarapó e Ponta Porã, no sul do Estado, mas ainda aguardam o resultado de exames. Em 2015, segundo dados do Ministério da Saúde, Mato Grosso do Sul registrou 27,9 mil casos e 16 mortes por dengue.

O Estado teve confirmados seis casos de zika vírus este ano, dois deles acometendo gestantes, mas ainda não há confirmação de microcefalia. Também foram notificados 60 casos suspeitos de chikungunya. Na sexta-feira, 29, o governo estadual firmou parceria com lideranças religiosas para reforçar as ações contra o mosquito.

José Maria Tomazela

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