EUA sugerem utilização de mosquitos infectados com bactéria em larga escala

São Paulo - A bactéria Wolbachia pipientis está presente em mais de 70% dos insetos do mundo e não é infecciosa, nem é capaz de infectar vertebrados, incluindo os humanos. Cientistas da Austrália descobriram que nos mosquitos infectados com a bactéria, o vírus da dengue - e provavelmente o da zika - não consegue se estabelecer. Graças a essa propriedade, a bactéria tem sido vista como uma possível arma contra a epidemia.

"Temos de usar todos os métodos disponíveis contra o Aedes. A Wolbachia, por exemplo, precisa ser aplicada em grande escala", disse o diretor da Divisão de Doenças Transmitidas por Vetores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Lyle Peterson, na semana passada.

Morte

Fêmeas do mosquito infectadas com Wolbachia sempre geram filhotes com a bactéria - quando acasalam com machos sem a bactéria ou com a bactéria. Quando as fêmeas sem Wolbachia acasalam com machos com a bactéria, os óvulos fertilizados morrem. Com isso, depois de sucessivas gerações, o número de mosquitos machos e fêmeas infectados tende a aumentar até que a população inteira de mosquitos carregue a bactéria.

Na Austrália, onde a experiência teve início em 2009, 95% dos mosquitos Aedes nas áreas de testes estão infectados com Wolbachia. A Fiocruz começou a fazer experimentos cinco anos depois.

Fábio de castro

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