Spray usado por anos contra mosquito 'Aedes' não funcionou, diz OMS

Genebra - A imagem de agentes de saúde pulverizando com sprays de inseticidas casas e bairros pode fazer parte do passado na luta contra o mosquito da Aedes aegypti. Cientistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) constatam que o uso desses sprays não tem funcionado para frear a proliferação do vetor responsável pela dengue, pelo zika e pela chikungunya.

"Especialistas em controle de vetores têm declarado claramente que intervenções clássicas - como o spray de inseticidas - não tem tido qualquer impacto significativo na transmissão de dengue e o mesmo deve ocorrer com o zika", disse a OMS, após três dias de encontros em Genebra, na Suíça. "Isso é uma constatação importante, pois precisamos investir em instrumentos que funcionam", apontou Marie Paule Kieny, vice-diretora da OMS.

Para ela, os inseticidas não pararam a dengue. "Precisamos avaliar se esse método tem real impacto e, no longo prazo, se deve ser continuado", afirmou.

Segundo a OMS, novos métodos precisam ser desenvolvidos, entre eles a redução da população de mosquitos por meio do uso de bactérias e irradiação.

Para a entidade, novos produtos precisam ser elaborados com urgência. Hoje, 60 companhias se lançam em uma corrida por soluções para o vírus zika. No total, 31 instrumentos de diagnósticos têm sido pesquisado, além de 18 vacinas diferentes, oito produtos de terapia e dez novos instrumentos de controle do vetor.

Para Jorge Kalil, presidente do Instituto Butantã, a prioridade é a de vacinar mulheres. Mas uma vacina não estará pronta antes de 2018 ou 2019.

Jamil Chade, correspondente

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