A força que vem dos próprios filhos

Mãe de gêmeos prematuros internados na UTI neonatal há três semanas, a assistente de departamento pessoal Natali Hayashida, de 26 anos, vai passar o primeiro Dia das Mães na maternidade. Se por um lado sentiu angústia na semana anterior à data, por já saber que não poderia comemorar em casa, por outro se inspirou na resistência de Murilo e Isabela.

“Meu coração aperta de não poder trazê-los para casa, ficar com eles, passar o primeiro Dia das Mães com eles em casa”, diz Natali. “Mas cada dia é uma evolução. Eles mesmos me dão forças todo dia para levantar. Eu vou porque eles precisam de mim.”

Os bebês nasceram em 21 de abril, após 31 semanas de gestação. O parto foi adiantado porque o menino ocupava mais espaço na barriga do que a menina. Ele nasceu bem, mas a pequena saiu cansada e precisou de aparelhos para respirar. “Quando tive alta, saí da maternidade chorando. Pensava: estou indo embora e meus filhos estão ficando. Foi uma sensação de abandono.

Enquanto aguarda a alta dos bebês, Natali troca experiências em uma sala da Pro Matre Paulista, na região da Avenida Paulista, com outras mães que também têm filhos hospitalizados. Nas mesas, ficam disponíveis revistas da maternidade com relatos de mães que já passaram por ali e compartilham as próprias experiências.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Juliana Diógenes

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