Médicos aderem e fecham consultórios

São Paulo - As clínicas populares não se tornaram uma alternativa somente para pacientes. Médicos de diferentes especialidades estão fechando os consultórios particulares ou pedindo demissão de empregos em planos de saúde ou no SUS para atuar exclusivamente nesse tipo de negócio. O principal argumento dos profissionais que optaram pela mudança são os altos custos de manter uma estrutura própria.

Até 2015, o clínico-geral e endocrinologista Bruno Reis Souza Massatelli Gonçalves, de 34 anos, atuava em seu consultório particular no Itaim-Bibi, zona oeste de São Paulo, ao lado de dois sócios. Com a possibilidade de trabalhar em redes de clínicas populares, os três decidiram fechar o espaço. Gonçalves passou, então, a atuar em período integral no dr.consulta.

"Em um consultório particular, você vai gastar, no mínimo, com o aluguel da sala e o salário de uma secretária. Com os preços altos de aluguel em São Paulo, fica difícil manter um consultório por menos de R$ 7 mil. E ainda havia a desvantagem de não contarmos com uma boa estrutura de marketing e captação de clientes como as redes de clínicas têm", afirma ele.

O médico relata que, nos últimos anos, as receitas do consultório não compensavam os custos. "Com a crise, a gente estava com uma agenda ociosa. Não tinha fluxo. Na clínica, tenho uma agenda mais produtiva e consigo uma renda até maior do que a que eu tinha antes", conta ele.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fabiana Cambricoli

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos