Médica agenda cesárea antes de analisar exame

Fabiana Cambricoli

  • AFP

Se algumas mulheres optam pela cesárea por medo ou insegurança, há aquelas que amargam a frustração de ter passado pelo procedimento sem necessidade, por pressão do obstetra. Foi o caso da farmacêutica Ana Amélia Fracalossi, de 36 anos, que teve a filha Elisa, hoje com 2 anos e 11 meses, em uma cesariana agendada.

Na reta final da gestação, após fazer exames de rotina e ser informada pela médica do laboratório que todos os sinais vitais da bebê estavam ótimos, Ana Amélia foi ao consultório de sua obstetra para mostrar os resultados, mas recebeu parecer diferente. Ao ler os mesmos laudos, a médica disse que o parto deveria ser feito imediatamente porque haviam sido detectados problemas na placenta e no líquido amniótico.

O que a médica não sabia é que, antes de entrar no consultório para mostrar os exames, a paciente havia sido informada pela secretária que a cesárea havia sido agendada para o dia seguinte. "Acho que não era para a secretária ter me dito. Fiquei confusa, mas na hora são tantos hormônios e emoções que eu não sabia o que fazer. Como eu iria procurar outro médico aos 45 minutos do segundo tempo?"

O parto cesáreo foi feito, mas Elisa nasceu com a síndrome do pulmão úmido, que traz problemas respiratórios. "É uma síndrome típica de cesárea. Minha filha ficou nove dias na UTI, não pude amamentar. Fiquei triste", conta. A menina se recuperou, mas a confiança de Ana Amélia na médica foi quebrada. "Ela era minha ginecologista desde meus 11 anos, mas optei por nunca mais voltar lá."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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