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Vítimas de violência sexual respondem por 1 a cada 5 tratamentos de 'emergência' anti-HIV

Do UOL, em São Paulo

05/06/2012 13h01

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que as vítimas de violência sexual respondem por um a cada cinco atendimentos de profilaxia pós-exposição ao HIV realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

Em 2011 foram feitos 3,6 mil atendimentos preventivos em todo o Estado. Do total de procedimentos, 57,4% se referiram a profissionais de saúde expostos ao risco de infecção em ambiente de trabalho, 20,5% após violência sexual, 15,4% depois da realização de sexo ocasional e 6,7% por casais sorodiscordantes (quando um dos parceiros é portador do vírus).

A profilaxia pós-exposição é uma forma de prevenção da infecção pelo HIV, por meio do uso de medicamentos que fazem parte do coquetel utilizado no tratamento da Aids. Segundo Denise Lotufo, infectologista do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, os remédios devem ser tomados por 28 dias, sem interrupção, para impedir a infecção pelo vírus da Aids.

Denise também afirma que no caso de um possível contato com o vírus HIV é necessário buscar o quanto antes um serviço credenciado, visto que o primeiro atendimento é considerado de urgência, uma vez que o uso dos medicamentos deve começar o mais cedo possível.

A especialista ainda alerta que o ideal é que o tratamento preventivo comece em até duas horas após a exposição ao vírus HIV e no máximo após 72 horas, uma vez que a eficácia da profilaxia pode diminuir à medida que as horas passam.

Em todo o Estado há 317 serviços de atendimento cadastrados, que prestam o atendimento de profilaxia. Para mais informações, basta acessar www.crt.saude.sp.gov.br ou ligar para o Disque DST/Aids (0800-16-25 50).

Testes rápidos

Até amanhã, 6 de junho, a Secretaria de Estado da Saúde, em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura e com o Programa Municipal DST/Aids-SP promove um mutirão de testes rápidos para o diagnóstico do HIV.

A ação, que será realizada na Academia Paulista de Letras, no Largo do Arouche, contará, por dia, com 30 profissionais dos programas estadual e municipal DST/Aids-SP. Serão disponibilizados mil testes rápidos, 25 mil preservativos e panfletos com orientações sobre doenças sexualmente transmissíveis.  O objetivo é incentivar o   diagnóstico precoce da  infecção pelo vírus da Aids  e  reduzir o medo e o preconceito em relação ao  teste. Hoje os testes acontecem das 9h às 16h e amanhã, entre 9h e 13h

Aproximadamente metade dos óbitos por  Aids  no Estado estão relacionados ao diagnóstico  tardio   da  infecção. De acordo com Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa  Estadual   DST/aids-SP, todos os dias, nove paulistas morrem  em   decorrência  da Aids. A testagem é  gratuita e disponível em toda a rede pública de  saúde.

O teste rápido do HIV  leva aproximadamente 30 minutos para ser realizado e sua eficácia é  igual ao teste tradicional. Todo o processo é feito  de forma cautelosa e sigilosa.

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