Unicamp

Após ferrugem em instrumentos, HC da Unicamp retoma cirurgias eletivas

Fabiana Marchezi

Do UOL, em Campinas (SP)

  • Caius Lucilius / HC Unicamp

    Após problema de ferrugem em instrumentos, Hospital das Clínias da Unicamp adquiriu uma nova autoclave

    Após problema de ferrugem em instrumentos, Hospital das Clínias da Unicamp adquiriu uma nova autoclave

O Hospital de Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) retomou efetivamente nesta quinta-feira (26) a realização de cirurgias eletivas – aquelas que são programadas e não são emergenciais.

O HC cancelou mais de 700 procedimentos em 15 dias úteis, após detectar ferrugem nos instrumentos cirúrgicos por causa de uma falha no antigo aparelho de esterilização. A partir de hoje, com a conclusão dos testes na nova máquina de esterilização dos materiais cirúrgicos, a unidade médica volta gradativamente a realizar uma média de 70 cirurgias diárias. 

Para retomar o atendimento, o hospital precisou adquirir uma nova autoclave para a esterilização dos materiais. Apesar de ter sido instalado na semana passada, o equipamento ainda precisava passar por testes antes de ser utilizado.  Para esta quinta estão programadas mais de 40 cirurgias eletivas.

Segundo a assessoria de imprensa, todos os dias haverá reuniões entre os médicos para decidir as cirurgias que serão realizadas – entre as eletivas do dia e as que tiveram de ser adiadas. A prioridade será para as de maior gravidade e, em seguida, prevalecerá a ordem anterior. Não há uma previsão para que os procedimentos sejam colocados em dia em razão do grande número de adiamentos. As cirurgias de urgência e emergência continuam sendo feitas normalmente.

O Centro de Materiais e Esterilização, que assegura limpeza, preparação, esterilização, armazenamento e distribuição de 30 mil itens mensais, normalizou os serviços na sexta-feira (20), de acordo com o hospital.

A suspensão dos procedimentos eletivos começou no dia 4, depois que os materiais cirúrgicos apresentaram uma mancha após o processo de esterilização.

Ferrugem

Após análise em amostras do resíduo, realizada pelo Instituto de Química da Unicamp e por dois laboratórios particulares, foi constatado que o resíduo era óxido ferroso -- uma espécie de ferrugem, cuja origem continua desconhecida.

Além de adquirir o novo aparelho de esterilização, a Unicamp também informou que houve análises de amostras de água e vapor que abastecem o hospital, limpeza de caixas d'água e canos de abastecimento. A capacidade da filtragem também foi ampliada.

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