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Aeroporto do Galeão realiza primeiro simulado de controle do ebola no país

Agência Brasil
A operação foi realizada pelo Ministério da Saúde em conjunto com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro Imagem: Agência Brasil

Do UOL, no Rio

2014-08-29T11:11:19

2014-08-29T15:26:49

29/08/2014 11h11Atualizada em 29/08/2014 15h26

O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro realizaram nesta sexta-feira (29) a primeira simulação de controle do ebola no Brasil desde que o vírus começou a se espalhar por países da África, em dezembro.

As medidas de resposta a um possível caso de contaminação foram testadas no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, na zona norte da capital fluminense. Durante a ação, o comando da aeronave comunicou a Anvisa e a administração do aeroporto sobre a existência de um viajante infectado.

Do Galeão, o paciente seguiu em uma ambulância do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), em Manguinhos, também na zona norte --o instituto é referência nacional em infectologia.

De acordo com o Ministério da Saúde, embora a possibilidade de contaminação seja considerada "baixa", a simulação de hoje tem o objetivo de "preparar a rede de vigilância em saúde para uma resposta rápida e eficiente frente aos desafios impostos pela doença". O objetivo do exercício era colocar "em teste os procedimentos que devem ser seguidos pelas equipes de saúde".

Além dos órgãos de saúde federal e estadual e da Fiocruz, participaram da ação a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o Corpo de Bombeiros do Rio, a companhia aérea TAM e a concessionária Rio Galeão, que gerencia o aeroporto.

Surto

Mais de 1.500 pessoas morreram e outras 3.000 estão infectadas em Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria, segundo o último balanço da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Por sua extensão, a atual epidemia não tem precedentes. Mas isso acontece também fato de se manifestar em várias regiões povoadas. As anteriores estavam localizadas em regiões isoladas e menos populosas da África central. A maior epidemia em 1976 afetou 318 pessoas, a maioria das quais morreu.

O ebola é causado por um vírus que provoca febre tão alta que leva à perfuração de vasos sanguíneos e, consequentemente, a hemorragia interna. Não existe vacina ou tratamento comprovado para a doença.

Saiba mais sobre ebola

  • O que é o ebola?

    A doença é causada pelo vírus ebola e, no surto atual, já matou quase a metade dos pacientes diagnosticados com a doença. Tem sintomas como febre, vômito, diarreia e hemorragia.

  • Como se contrai o vírus?

    O ebola é transmitido pelo contato direto com sangue e fluídos corporais (suor, urina, fezes e sêmen) de pessoas contaminadas e de tecidos de animais infectados.

  • Quais países têm mais casos de ebola?

    Guiné, Libéria e Serra Leoa vivem surtos de ebola. Na Nigéria houve casos da doença, mas o vírus deixou de ser ameaça no país. EUA e alguns países europeus resgataram compatriotas infectados para tratamento.

  • Quem tem mais risco de contrair a doença?

    Parentes dos pacientes e os profissionais de saúde que tratam os pacientes com ebola são os indivíduos em maior situação de risco. Mas, qualquer pessoa que se aproxime de infectados ou de seus corpos sem vida se coloca em risco.

  • O ebola tem cura?

    Não há remédio que cure o ebola propriamente. Existem apenas medicamentos e vacinas experimentais sendo testadas no Canadá, nos Estados Unidos e na África, que surtiram o efeito desejado, isto é, zeraram a carga viral dos infectados. Quem sobreviveu ao tratamento continuará sendo monitorado por um tempo.

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