Relatório da OMS mostra que é possível eliminar a malária até 2030

Leda Letra

Da Rádio ONU, em Nova York

Apesar de ser uma meta ambiciosa, a Organização Mundial da Saúde, OMS, afirma que é possível eliminar a malária até 2030. A agência da ONU divulgou números neste 25 de abril, Dia Mundial de Luta contra a Malária.

Segundo a OMS, é possível alcançar o objetivo em pelo menos 35 países. A Europa, por exemplo, reportou na semana passada estar livre da doença. De 91 mil casos em 1995, nenhum foi registrado no ano passado.

Estratégia

Fora da região, oito países não tiveram nenhum caso de malária em 2014: Argentina, Costa Rica, Iraque, Marrocos, Omã, Paraguai, Sri Lanka e Emirados Árabes Unidos.

A OMS destaca que outros 12 países relataram entre 100 e 1 mil casos da doença no mesmo ano. Uma estratégia aprovada pela Assembleia Mundial da Saúde em 2015 pede a eliminação da malária em pelo menos 10 países até 2020.

Taxa de Mortalidade

A OMS calcula que 21 nações estão em posição de atingir a meta, inclusive seis países da África, região que tem os níveis mais altos de malária. O relatório apresenta também avanços conquistados desde 2000: a taxa de mortalidade pela doença caiu 60% no mundo.

Só na África, esse índice diminuiu 66% e se forem consideradas as mortes por malária somente entre crianças menores de cinco anos de idade, a queda foi ainda maior, de 71%.

Investimentos

Os avanços foram possíveis graças à promoção de medidas de controle: mosquiteiros com inseticida, sprays contra o mosquito, testes de diagnóstico rápido e terapias de tratamento com base na substância artemisinina.

A OMS lembra que eliminar a malária não será fácil. Quase metade da população mundial, ou 3,2 bilhões de pessoas, continua em risco. No ano passado, 214 milhões de novos casos foram registrados em 95 países e mais de 400 mil pessoas morreram pela doença.

Alcançar essa meta requer investimentos de US$ 8,7 bilhões por ano até 2030, sendo que atualmente, são investidos US$ 2,5 bilhões anualmente.

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