Por que se formam "galos" quando batemos a cabeça? E os roxos?

André Carvalho

Do UOL, em São Paulo

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    Um "galo" se forma na cabeça quando há um trauma na região

    Um "galo" se forma na cabeça quando há um trauma na região

Quando sofremos uma pancada na cabeça, surge aquele enorme "galo". Uma boa compressa de gelo pode ajudar a fazer com que esse hematoma, aos poucos, desapareça. Mas por que nosso corpo reage desta maneira?

Os vasos sanguíneos que passam debaixo da pele, quando se rompem, deixam vazar um pouco de sangue para o tecido que existe embaixo da pele. Isso é o que causa os "roxos" em nosso corpo. Quando, no entanto, essa pancada ocorre na cabeça, ou em outras regiões do corpo onde há uma proximidade maior da pele com os ossos, a mancha roxa ganha a companhia do "galo".

"Na cabeça, como você tem uma proximidade da pele com o osso craniano, [quando há uma batida] acontece que a inchação fica maior porque o osso não tem como absorver esse extravasamento [do sangue]", explica a hematologista Suelli Meireles, professora da Faculdade de Medicina da UFMG.

O 'galo' surge porque tem ali uma contenção [do sangue] por causa da calota craniana."

Quem joga futebol ou pratica outros esportes em que há muito contato físico certamente já voltou para casa com o tornozelo inchado ou com uma "bola" na canela.

Isso ocorre pelo mesmo princípio que faz surgir o "galo": a bolsa de sangue que se forma com o rompimento dos vasos sanguíneos faz com que se forme um "caroço", já que, afinal, é mais fácil empurrar a pele do que o osso.

"Quando batemos algum lugar, como a cabeça ou o tornozelo, temos uma contusão. Esta faz com que haja o aumento da permeabilidade capilar, gerando o 'galo'. Com o tempo, ocorre a reabsorção e volta ao normal", diz o clínico geral Jamilo Wanderley.

Reprodução/Twitter
As marcas roxas são sinal de que houve rompimento de vasos sanguíneos

Um "arco-íris" na pele

Com o tempo, o sangue "vazado" é reabsorvido pelos vasos sanguíneos, fazendo com que o hematoma desapareça depois de alguns dias. "Na medida que o sangue vai sendo absorvido, os pigmentos do sangue vão sendo degradados e a coloração vai se modificando", diz Wanderley.

Suelli explica que esta reabsorção do sangue se dá pela ação dos macrófagos, células que atuam na defesa do organismo contra infecções.

Este processo também explica a mudança de coloração do "roxo" com o passar dos dias. "Esse processo todo de reabsorção é feito por essas células, e ele evolui com esse processo de coloração: do vermelho, do arroxeado, passando pelo esverdeado, amarelado, até chegar na coloração normal de novo, porque aí a reabsorção foi completa."

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