Holandês é contaminado pelo vírus da febre amarela após viagem ao Brasil

Do UOL, em São Paulo

Um holandês de 46 anos foi contaminado pelo vírus da febre amarela durante uma viagem ao Brasil. Ele teria passado 21 dias no país e teria visitado Mairiporã, na Grande São Paulo, que é considerada uma área de alto risco para a doença.

O caso foi confirmado pelo governo holandês e comunicado às autoridades brasileiras. A infecção do turista, segundo o Ministério da Saúde, ainda está em fase de investigação.

"A gente precisa saber por onde esse holandês andou, por onde ele entrou, que municípios ele visitou e qual o local provável da infecção. Se o local provável de infecção é um município que está sendo vacinado, não há nada mais a ser feito. Se o local não tem vacinação, vai ser feito um processo de investigação ambiental e epidemiológica e, se houver necessidade, incluí-lo na campanha de vacinação." 

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Segundo boletim médico, publicado no ProMED-mail --um programa da Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas--, o holandês, que não era vacinado, começou a sentir os primeiros sintomas da doença no dia 7 de janeiro. Além de febre de 40ºC, ele apresentou dor de cabeça, mialgia, náuseas, vômitos e diarreia. Os exames confirmaram a febre amarela.

O turista voltou a Holanda no dia 8 de janeiro e foi hospitalizado no Centro Médico da Universidade Erasmus. "O paciente apresentou recuperação rápida", destacou Chantal Reusken, a médica responsável pelo boletim médico do holandês, que alerta a urgência da vacinação contra a vacina amarela para os viajantes que pretendem visitar São Paulo. 

A médica, que é colaboradora da OMS (Organização Mundial da Saúde), destacou ainda que "a febre amarela deveria ser incluída no diagnóstico de pacientes com febre que cheguem de regiões afetadas, o que agora inclui as áreas urbanas do Brasil".

A OMS passou a incluir todo o Estado de São Paulo na área de risco de transmissão de febre amarela e recomenda a vacinação a qualquer pessoa que viajar para o Estado. 

Número de casos no Brasil

De julho de 2017 até 14 de janeiro, segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados 35 casos de febre amarela no país, com 20 mortos [11 mortes em São Paulo, 7 em Minas Gerais, 1 morte no Rio de Janeiro e 1 morte no Distrito Federal). Ao todo, foram notificados 470 casos suspeitos, sendo que 145 permanecem em investigação e 290 foram descartados.

Em 2018, segundo dados da Secretaria da Saúde de São Paulo, divulgados nesta terça-feira (16), foram notificados no Estado 45 casos notificados, com 16 confirmações e 11 mortes. 

"A situação no Estado é pior do que em anos anteriores, porque a transmissão chegou mais próximo dos centros urbanos", afirmou  Marcos  Boulos, chefe da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde. Mas, segundo ele, os moradores de áreas de risco estão sendo imunizados contra o vírus. "O problema é maior entre os viajantes, que acabam não se protegendo antes de visitarem esses lugares." 

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