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Rede estadual de saúde tem 1,4 mil profissionais afastados

Hospitais da rede estadual tem 1,4 mil funcionários afastados do trabalho por causa do coronavírus - Felipe Pereira
Hospitais da rede estadual tem 1,4 mil funcionários afastados do trabalho por causa do coronavírus Imagem: Felipe Pereira

Felipe Pereira

Do UOL, em São Paulo

07/04/2020 04h00

Resumo da notícia

  • A rede estadual de saúde tem 1,4 mil profissionais afastados por confirmação ou suspeita de covid
  • A Secretaria de Saúde informou que o número representa 1% do efetivo e não põe o atedimento em risco
  • Os hospitais privados que atuam em São Paulo têm outros 1,4 mil funcionários afastados

Os hospitais da rede pública estadual de São Paulo têm 1.400 profissionais afastados do trabalho por suspeita ou confirmação de covid-19 revelou o secretário estadual de Saúde, José Henrique Germann. Ele acrescentou que a quantidade significa 1% do efetivo e não representa risco ao atendimento da população.

Germann declarou que o sistema de saúde é capaz de suportar um desfalque bem maior que este, mas uma situação que preocupa é a característica do setor de saúde de um médico ou enfermeiro ter mais de um emprego. O afastamento de um profissional acaba prejudicando o atendimento em mais de uma unidade de saúde.

E a rede estadual representa é somente parte dos afastamentos. Além destes casos, reportagem do G1 demonstrou que redes de hospitais privados que atuam em São Paulo já anunciaram outros 1.404 funcionários enviados para casa por suspeita de contaminação com covid-19.

O secretário de Saúde ressalta que nem todos os afastamentos são de profissionais que trabalham diretamente no atendimento de vítimas do coronavírus. Ele explicou que há pessoal de apoio como trabalhadores do setor administrativo e funcionários da limpeza. Germann acrescentou que a maioria dos funcionários retomam suas atividades depois de tratamento. Ele disse que afastamentos serão rotina e haverá uma espécie de rodízio.

Os profissionais da saúde estão preocupados com a disseminação da doença nos corredores de hospitais nesta fase de aumento de casos . Eles têm medo de ficarem doentes e de contaminar familiares. O sentimento cresceu na semana passada, quando duas mortes de profissionais de saúde que trabalham em São Paulo foram confirmadas - uma no Hospital Tide Setúbal e outra no Hospital Municipal do Tatuapé.

Saúde