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Empresa diz não saber onde estão respiradores vendidos ao governo do RJ

Os respiradores são essenciais para auxiliar pacientes com covid-19 internados em UTIs - Stephane Mahe/ Reuters
Os respiradores são essenciais para auxiliar pacientes com covid-19 internados em UTIs Imagem: Stephane Mahe/ Reuters

Do UOL, em São Paulo

05/05/2020 11h02Atualizada em 06/05/2020 11h02

Uma empresa que vendeu 300 respiradores ao governo do Rio de Janeiro admitiu que não sabe onde está uma parte dos equipamentos, essencial para leitos de UTI para tratar casos de coronavírus.

Em entrevista na noite de ontem ao RJ2, da TV Globo, o empresário Glauco Otaviano Guerra, administrador da MHS Produtos e Serviços, afirmou que parte dos respiradores está perdida e que nunca havia comprado esse tipo de equipamento antes.

"Dez ficaram na China e outros 40 ninguém sabe onde eles estão", declarou.

Os respiradores foram comprados sem licitação por causa do estado de emergência decretado em função da pandemia do coronavírus. Todos já deveriam ter sido entregues em abril.

O governo estadual apura se há falhas no contrato firmado com a empresa.

Advogado culpa escassez de frete da China

Em nota enviada ao UOL nesta quarta-feira (6), o advogado do empresário, Daniel Barroso, afirmou que o atraso na entrega dos respiradores se deve à "escassa oferta no serviço de frete aéreo e marítimo" para importação do equipamento da China.

Segundo o advogado, a empresa chinesa fabricante do produto vem enfrentando dificuldades na produção pela ausência de insumos básicos, causando o descumprimento dos prazos estipulados em contrato.

"Todos os aparelhos (respiradores) já estão comprados, com notas fiscais emitidas", afirmou.

O advogado disse, ainda, que apresentará espontaneamente ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e ao Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, todos os documentos que envolveram a compra dos respiradores.

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