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Brasil bate 500 mil casos e chega a 29.314 mortes em dia de protestos

29.mai.2020 - Usando EPI, agentes do serviço funerário fazem sepultamento em cova rasa no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro - Allan Carvalho/AGIF/Estadão Conteúdo
29.mai.2020 - Usando EPI, agentes do serviço funerário fazem sepultamento em cova rasa no Cemitério do Caju, no Rio de Janeiro Imagem: Allan Carvalho/AGIF/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo

31/05/2020 19h37Atualizada em 31/05/2020 19h46

Em dia de protestos em defesa da democracia e pró-governo, o Brasil bateu a marca de meio milhão de casos confirmados de covid-19. Com os novos 16.409 diagnósticos registrados de ontem para hoje, o País agora tem 514.849 pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

O número de mortes, por sua vez, chegou a 29.314, com 480 novos óbitos registrados nas últimas 24 horas, segundo atualização do Ministério da Saúde. Hoje, o Brasil está atrás apenas de Estados Unidos (104.115), Reino Unido (38.571) e Itália (33.415) em número de mortes pela covid-19, de acordo com balanço da Universidade Johns Hopkins.

Há ainda 4.208 óbitos em investigação. O número de recuperados é de 206.555.

Em SP e RJ, protestos e confrontos...

PMs na Paulista - Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo - Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Roberto Sungi/Futura Press/Estadão Conteúdo

Os confrontos entre apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido) e manifestantes contrários ao presidente registrados na Avenida Paulista e no bairro carioca de Copacabana, com a intervenção direta da Polícia Militar, marcaram o acirramento da polarização política e o aumento da hostilidade entre os dois grupos.

Em São Paulo, apoiadores do presidente entraram em confronto com participantes de um ato organizado por torcidas organizadas de futebol que criticavam Bolsonaro e defendiam a democracia. Policiais lançaram bombas de gás e usaram spray de pimenta para conter apenas o lado dos torcedores. O tumulto durou cerca de três horas e deixou ao menos um ferido.

Já no Rio, no mesmo local onde estava sendo realizado um ato pró-governo e de crítica ao STF, um grupo de torcedores que se autodenomina antifascista apareceu para gritar palavras de ordem contra Bolsonaro e acabou reprimido por policiais, que usaram bombas de gás. Um deles foi detido pela Polícia Militar, e a manifestação se dispersou.

... E em Brasília, Bolsonaro passeia a cavalo

Bolsonaro voltou a participar de atos antidemocráticos e anti-STF (Supremo Tribunal Federal) neste domingo. Ele sobrevoou uma manifestação de helicóptero, acenou a apoiadores e, depois de pousar, pegou uma criança no colo e andou a cavalo junto à grade que continha a aglomeração.

Em seu perfil no Twitter, o presidente compartilhou um vídeo de seu passeio e disse que estará "onde o povo estiver". Bolsonaro não usava máscara, como determina o decreto assinado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF).

O presidente ficou por cerca de 25 minutos no local e se dirigiu ao Planalto, antes de retornar ao Palácio da Alvorada. A manifestação foi convocada por redes sociais e a concentração começou em torno das 10h. Bolsonaro chegou por volta de meio-dia.

Entenda como é feita a contagem da Saúde

A confirmação de óbitos e diagnósticos apresentada pelo governo entre um dia e outro não necessariamente ocorreu nas últimas 24 horas.

O Ministério da Saúde explica que a fila de testes provoca atrasos nos registros feitos pelas secretarias. Com isso, muitas das ocorrências podem ser de outras datas.

O UOL já identificou atrasos de mais de 50 dias para a oficialização de mortes.

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