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OMS cita evidências sobre transmissão aérea do vírus, mas quer mais estudo

"Reconhecemos que existem evidências emergentes neste sentido", disse Benedetta Allegranzi sobre transmissão áerea da covid-19 - Getty Images
"Reconhecemos que existem evidências emergentes neste sentido", disse Benedetta Allegranzi sobre transmissão áerea da covid-19 Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

07/07/2020 13h30

A OMS (Organização Mundial da Saúde) não descartou, em entrevista coletiva realizada hoje, a confirmação das informações de um estudo recente sobre o coronavírus que cita a chance de transmissão de partículas da covid-19 pelo ar.

Benedetta Allegranzi, líder técnica da entidade para prevenção e controle de infecções, afirmou que há "evidências" sobre o método de contágio, mas pediu cautela e mais estudos antes de haver novas determinações sanitárias.

"Reconhecemos que existem evidências emergentes neste sentido e apoiamos a pesquisa. Nosso grupo destacou a importância de estudos no âmbito das diferentes formas de transmissão, principalmente das gotículas de diversos tamanhos. Ao mesmo tempo, é necessário entender o comportamento do vírus nessa forma de transmissão [pelo ar]. É um âmbito da pesquisa que está avançado. Existem evidências emergentes, porém não são definitivas", iniciou.

"A possibilidade da transmissão via aérea em espaços públicos, principalmente em ambientes com má ventilação ou grande aglomeração de pessoas, não pode ser descartada. Dito isto, é importante que sejam compiladas mais evidências. Sem dúvida, recomendamos diversas medidas que levam em consideração essa possibilidade. Recomendamos que evitem espaços fechados ou situações com aglomerações. Ao mesmo tempo, é preciso ter locais com uma ventilação apropriada de ambientes internos", explicou.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe do órgão, explicou que é necessário ter cautela para tomar qualquer tipo de atitude.

"Todo nosso trabalho faz parte de um processo bem estabelecido, claro que estamos melhorando este processo. Fazemos uma revisão sistemática das evidências e isso demora, pois temos um grande número de estudos. É um método estatístico para ver em que direção as evidências apontam, mas as evidências nem sempre estão em concordância com estudos anteriores, temos especialistas. Agora, precisamos ver quais são os dados e ver a direção específica. Não podemos excluir a transmissão pelo ar", falou.

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