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Coronavírus: Últimas notícias e o que sabemos até esta quarta-feira (15)

15.jul.2020 - Movimentação no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas; interior de SP segue com casos em alta - LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO
15.jul.2020 - Movimentação no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas; interior de SP segue com casos em alta Imagem: LUCIANO CLAUDINO/CÓDIGO19/ESTADÃO CONTEÚDO

Do UOL, em São Paulo

15/07/2020 12h50Atualizada em 15/07/2020 18h55

O Brasil registrou 1.233 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo balanço oficial do Ministério da Saúde, disponível em seu site oficial. Nos registros oficiais, já são 75.366 óbitos pela doença.

Ao todo, são 1.966.748 casos confirmados, sendo 39.924 desde o balanço de ontem. O total de recuperados chegou a 1.255.564, representando 63,8% do total de infectados. Os casos em acompanhamento chegaram a 635.818, 32,3% do montante de contaminados.

Sudeste segue em alta de mortes

O Sudeste puxou a lista de mortes em mais um balanço diário da pandemia do coronavírus, divulgado ontem, no segundo registro mais elevado de óbitos em 24h desde o início da pandemia. O estado de Roraima também preocupa, com 97% de ocupação de suas UTIs, em colapso de seu sistema de saúde.

O Brasil passou a contabilizar 1.341 novos registros de mortes causadas pelo coronavírus, segundo levantamento de veículos de comunicação do qual o UOL faz parte. Assim, desde o início da pandemia, 74.262 pessoas já foram a óbito por conta da covid-19 de acordo com as secretarias estaduais de saúde.

Contudo, considerada a média móvel de novos óbitos registrados a cada dia na última semana, o índice sobe para 1.056, a taxa mais alta já observada pelo balanço do consórcio. O mais próximo que já se chegou desse patamar foi em 23 de junho, com média móvel de 1.045, seguido de 7 de julho, com 1.030.

Do total de mortes confirmadas pelas secretarias estaduais de saúde, mais da metade — 51% — ocorreram no Sudeste, que contabilizou 682. Na região, a alta é puxada por São Paulo, que confirmou hoje seu segundo maior índice, 417, elevando para 18.324 a soma de vítimas no estado.

A segunda região com mais notificações de novas mortes até ontem foi o Nordeste, com 299, representando 22% do total. O Centro-Oeste contabilizou 150 óbitos (11%), enquanto o Sul registrou 139 (10%) e o Norte, 71 (5%).

Pazuello pode estar de saída

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), disse ontem, durante entrevista para a Globo News, que o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, deve ser substituído em um momento próximo.

O Pazuello é interino, está há dois meses nesse cargo. Tudo indica que, em um momento próximo, o presidente vai substituí-lo"

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que Pazuello não ficaria no cargo, mas não indicou o próximo nome a comandar a pasta. "É um nome que não vai ficar para sempre, está completando três meses como interino e já deu uma excelente contribuição para nós", afirmou Bolsonaro durante entrevista a emissoras de TV no Palácio da Alvorada.

Neste momento crítico para Pazuello, o ministro ligou para o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele foi orientado pelo presidente Jair Bolsonaro a buscar um diálogo com o magistrado, de acordo com a Folha de S.Paulo.

No sábado (11), Gilmar fez duras críticas à gestão do Ministério da Saúde na crise do novo coronavírus e disse que o Exército estava se associando a um "genocídio". De acordo com interlocutor do presidente, o ministro da Saúde deu informações a Gilmar Mendes sobre medidas que estão sendo tomadas para o combate à epidemia e explicou as dificuldades no enfrentamento da tragédia.

Mortes naturais sobem mais entre os negros

Desde a chegada do coronavírus ao Brasil, o país registrou um aumento de 13% no número de mortes por causas naturais em relação a 2019, segundo dados do Portal da Transparência da Arpen Brasil (Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais), que reúne os registros de óbitos feitos pelos cartórios brasileiros.

A alta na mortalidade atinge raças de maneira diferente, com um crescimento 3,4 vezes maior entre pretos e pardos do que entre brancos, mostrando como a doença acaba atingindo classes sociais de formas diferentes.

Segundo os dados do portal, desde a primeira morte da pandemia no Brasil (em 16 de março) até 30 de junho, houve um aumento de 9,3% de mortalidade entre brancos em comparação ao ano passado. Entre os pretos, porém, essa alta foi de 31,1%, e entre os pardos, de 31,4%. Já entre a população indígena, as mortes cresceram 13,2%, enquanto os óbitos de amarelos pularam 15,3%.

Por outro lado, a admissão de negros e pardos em UTIs é menor que a de brancos.

Roraima vê colapso no sistema de saúde

Apesar dos esforços das autoridades e recomendações de prevenção, o novo coronavírus tem avançado em Roraima, que se tornou o estado do Norte mais atingido proporcionalmente pela contaminação da covid-19.

roraima - Reprodução/Facebook - Reprodução/Facebook
O governador de Roraima, Antonio Denarium (sem partido)
Imagem: Reprodução/Facebook

São 22.627 infectados e 397 mortos em um estado com menos de 600 mil habitantes. Apesar de já ter atingido o pico da curva de contaminação, a situação não prevê melhora. No HGR (Hospital Geral de Roraima), o maior do estado, no atendimento a pacientes com covid-19 faltam leitos e sobram doentes.

A unidade possui 29 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e, destes, 28 estão ocupados. A taxa de ocupação atingiu 97%. Dos 99 leitos clínicos para pacientes com a doença, a situação também não é diferente. A taxa de ocupação é de 78%.

Maioria de grávidas mortas foi no Brasil

A grande maioria das grávidas mortas por covid-19 em todo o mundo é brasileira. De acordo com estudo publicado na International Journal of Gynecology and Obstetrics, das 160 mortes registradas entre o início da epidemia e 18 de junho nada menos que 124 ocorreram no Brasil. O segundo colocado neste macabro ranking são os Estados Unidos, com 16 óbitos.

"São 188 territórios afetados pelo coronavírus em todo o mundo e o Brasil tem mais mortes maternas do que a soma de todos esses países", resumiu a obstetra Melania Amorim, professora da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, e uma das autoras do estudo.

Para a pesquisadora, falhas graves no atendimento das gestantes brasileiras explicam o número tão elevado.

Pfizer negocia trazer vacina para o Brasil ainda em 2020

A gigante farmacêutica Pfizer, que desenvolve uma das candidatas à vacina para covid-19, disse que a multinacional negocia com o governo brasileiro para trazer a imunização ao país ainda este ano. Em entrevista à "Veja", o CEO da companhia no Brasil, Carlos Murillo, a ideia é que as doses cheguem ao país assim que estiverem disponíveis e forem consideradas seguras.

vacina - Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo - Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo
Imagem: Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo

"Estamos conversando com os governos pelo mundo e com o governo brasileiro especificamente para informar como está avançando a nossa vacina, a capacidade de produção que temos, e começar as discussões de alocações por países. Dependerá realmente da prevalência, da urgência, da necessidade que cada país terá versus outros", disse ele.

"E, da mesma forma, também dependerá das diferentes opções que tenham caminhado bem ao mesmo tempo para poder tomar as decisões sobre qual é o grupo de pacientes que mais precisa da dose de vacina assim que ela esteja disponível. Nós estamos conversando com o governo do Brasil para assegurar que uma parte dessas 100 milhões de doses também chegue aos pacientes daqui ainda este ano", acrescentou Murillo.

O governo brasileiro submeteu um pedido oficial para fazer parte do sistema que está sendo criado para garantir a vacina contra a covid-19, de acordo com a coluna de Jamil Chade. Um documento foi submetido, depois de semanas de hesitação do governo brasileiro que, num primeiro momento, ficou de fora da iniciativa.

Agora, as entidades apontam que Brasil e outros países de renda média poderão de fato fazer parte. Mas terão de arcar com os custos para ter acesso ao produto. O que o pacote garante, porém, é que todos os participantes recebam as futuras vacinas de maneira justa.

Amazônia: Fiocruz acha 3 linhagens do novo coronavírus

Três linhagens diferentes do novo coronavírus circulam ou circularam na Amazônia desde a chegada do vírus no país. É o que dizem os sequenciamentos de DNA e análises realizados pelo Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em amostras de pacientes infectados nos estados do Amazonas e de Rondônia.

A análise dos genomas indica que a covid-19 deve ter sido "importada" de países da Europa, mas de locais diferentes. Com isso, sabe-se que o vírus teve ao menos três entradas diferentes na região. Os estudos agora seguem para saber não só a origem exata, mas a data de chegada à região.

EUA: Novo recorde

Os Estados Unidos tiveram mais uma vez um número recorde de novos casos de covid-19 num único dia, informa a coluna de Kennedy Alencar. Mais de 67 mil foram registrados hoje. A pandemia vem piorando paulatinamente no país, apesar de o presidente Donald Trump continuar a sustentar que a situação está sob controle.

Onze estados apresentaram recorde de internações. Há ameaça de colapso da rede hospitalar. Na Flórida, hospitais informam não ter mais leitos livres de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Do ponto de vista nacional, a taxa de mortalidade, que se mantinha estável e baixa, começou a aumentar na comparação com o início do mês.

O diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), Robert Redfield, afirmou que os Estados Unidos deverão ter os piores outono e inverno do ponto de vista de saúde pública de sua história. Com a queda da temperatura nessas estações do ano, há mais casos de doenças respiratórias, o que tende a criar atmosfera mais favorável à infecção por coronavírus. Atualmente é verão no Hemisfério Norte.

Rússia avança por vacina

A Rússia anunciou hoje que fez os primeiros testes clínicos em seres humanos de uma vacina contra o novo coronavírus, que serão concluídos no fim de julho.

Os testes, organizados pelo ministério da Defesa da Rússia e o Centro de Pesquisas em Epidemiologia e Microbiologia Nikolai Gamaleya, começaram em meados de junho em um hospital militar de Moscou, com um grupo de voluntários composto, principalmente, por militares russos, mas também por alguns civis.

A tarefa principal para o grupo era comprovar a segurança da vacina e a tolerância do organismo humano a seus componentes, segundo o ministério.

Pandemia pode gerar medo de sair de casa

Nestes tempos de pandemia, há chances de se manifestar o que se chama de Síndrome da Cabana. Esse quadro pode começar com uma ansiedade excessiva gerada pela necessidade de sair do ambiente doméstico para fazer tarefas diárias e, principalmente, para se relacionar com outras pessoas apos esse longo tempo de isolamento ao qual muita gente se submeteu desde a metade de março deste ano.

Além dessa ansiedade e desse medo exacerbado, outros comportamentos podem indicar que há algo mais de errado, como explica Luiz Scocca, psiquiatra e membro da APA (Associação Americana de Psiquiatria):

Quando a pessoa começa a apresentar sintomas da Síndrome da Cabana, há uma série de modificações na produção de hormônios do corpo. É muito comum, por exemplo, a alteração nos ciclos de sono e de vigília. Além dessas alterações, vale perceber se os poucos compromissos que se têm fora de casa, neste período de desconfinamento, passaram a se tornar um verdadeiro fardo"

Cães para ajudar contra a covid

Quatro cães farejadores da polícia chilena estão sendo treinados para se tornarem agentes "biodetectores", capazes de identificar portadores da covid-19 através do suor.

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Polícia chilena adestra cães para detectar infectados por covid-19
Imagem: AFP

Dedicados normalmente a encontrar drogas, bombas ou pessoas desaparecidas, os quatro cães — três labradores e um golden retreiver — foram selecionados para tentar detectar pessoas infectadas pelo novo coronavírus. Fernando Mardones, professor de epidemiologia veterinária da Universidade Católica explica:

O vírus não tem odor, é a infecção que gera uma mudança metabólica em diferentes órgãos e, nessa resposta fisiológica do organismo, são gerados compostos associados aos sulfatos, que os cães detectariam"

Os cães têm 330 milhões de receptores no focinho e uma capacidade olfativa 50 vezes superior à do ser humano. Em experimentos realizados na Europa e em Dubai, Os cães tiverem 95% de eficácia na detecção de casos de covid-19, segundo Santelices.

Os efeitos da pandemia no entretenimento:

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