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Embaixador: China ter criado coronavírus é "teoria da conspiração absurda"

Yang Wanming, embaixador da China, refuta teorias da conspiração contra país - Adriano Machado/Reuters
Yang Wanming, embaixador da China, refuta teorias da conspiração contra país Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

14/08/2020 11h32

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, disse que a versão de que o novo coronavírus foi criado em laboratório do país é uma teoria da conspiração completamente absurda. Em entrevista à revista "Veja", Wanming disse que fake news sobre o tema acabam prejudicando o que é mais importante neste momento, que é a união.

"É uma teoria da conspiração completamente absurda, que nunca se amparou em dados. Tanto a OMS quanto cientistas de vários países já reiteraram que todas as evidências disponíveis mostram que o novo coronavírus tem origem natural e não seria possível criá-lo artificialmente", disse o embaixador.

"O contágio desconhece fronteiras, tampouco distingue cor de pele, sistema político ou ideologia. Neste momento crítico, o que a comunidade internacional mais precisa é de união, solidariedade e ciência", completou.

Além desta teoria conspiratória, a China tem convivido com críticas relacionadas ao seu enfrentamento inicial do coronavírus. Neste sentido, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), provocou uma resposta dura da embaixada ao insinuar em março que o país tinha escondido o vírus e, assim, contribuído para a disseminação da pandemia.

Na ocasião, Yang Wanming rebateu com veemência a acusação, dizendo que esperava desculpas. A embaixada chinesa também se contrapôs recentemente a uma postagem do ex-ministro da Educação Abraham Wenitraub com comentários considerados de cunho racista.

Na entrevista, Yang Wanming preferiu não dar continuidade aos fatos. "Prefiro não comentar sobre isso. O importante não são casos pontuais, e sim o quase meio século de relações diplomáticas entre a China e o Brasil, um período de progressos significativos em todas as áreas. Não há atritos históricos nem conflitos de interesses essenciais entre os dois países, que compartilham uma vasta gama de objetivos comuns e mantêm sólida parceria. A disposição da China é de aprofundar o relacionamento com o Brasil no longo prazo", disse.

Falando de forma geral, Wanming ainda disse que espalhar fake news sobre o país é uma tática. "Distorcer os fatos para fazer ataques politizados ou estigmatizados é uma tática que atende aos interesses políticos de alguns e obstrui a cooperação global no enfrentamento da pandemia. Inclusive, como primeiro país atingido pela crise sanitária, fizemos grande esforço e enorme sacrifício para conter, em curto tempo, a propagação da doença no território nacional e para fora das fronteiras", disse.

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