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Com 566 óbitos em 24 h, Brasil mantém queda em média de mortes por covid-19

Mulher viaja de ônibus no viaduto do Chá, em São Paulo - Andre Porto/UOL
Mulher viaja de ônibus no viaduto do Chá, em São Paulo Imagem: Andre Porto/UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/10/2020 18h19Atualizada em 24/10/2020 10h28

Com o registro de 566 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, o Brasil se mantém há dois dias em tendência de queda na variação de 14 dias da média. As informações foram divulgadas pelo consórcio de veículos de comunicação do qual o UOL faz parte.

Ao todo, o país já tem 156.528 óbitos causados pela doença desde o início da pandemia.

Além disso, foram notificados 29.968 novos casos de covid-19 no país desde ontem, em um total de 5.355.650 diagnósticos da doença provocada pelo novo coronavírus.

No final da tarde, o Ministério da Saúde divulgou 571 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas e um total de 156.471 óbitos desde o início da pandemia.

Desde ontem, foram confirmados 30.026 novos casos de covid-19 no Brasil, totalizando 5.353.656 diagnósticos. O governo federal considera 4.797.872 casos recuperados e afirma que há 399.313 pacientes em acompanhamento.

Média móvel em queda

A média de morte nos últimos 7 dias foi de 471 óbitos, o que representa uma queda de -22% na comparação com duas semanas atrás.

Além disso, catorze estados e o Distrito Federal tiveram queda na média móvel de mortes e dois tiveram alta: Amazonas (83%) e Roraima (22%).

Apesar de apresentar alta, o estado de Roraima teve o número de óbitos variando entre 0 e 5 nos últimos 7 dias, o que representa média móvel de 1,5. Na comparação com 14 dias atrás, cuja média foi 1,2, apresenta-se aceleração.

Entre as regiões, Centro-Oeste (-33%), Nordeste (-21) e Sudeste (-26%) tiveram queda, enquanto as demais tiveram estabilidade: Norte (14%) e Sul (-3%).

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: estável (-7%)

  • Minas Gerais: queda (-31%)

  • Rio de Janeiro: estável (-14%)

  • São Paulo: em queda (-32%)

Região Norte

  • Acre: estável (0%)

  • Amazonas: em aceleração (83%)

  • Amapá: estável (0%)

  • Pará: queda (-24%)

  • Rondônia: queda (-60%)

  • Roraima: em aceleração (22%)

  • Tocantins: estável (0%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-17%)

  • Bahia: queda (-21%)

  • Ceará: queda (-48%)

  • Maranhão: queda (-24%)

  • Paraíba: estável (-10%)

  • Pernambuco: queda (-31%)

  • Piauí: estável (4%)

  • Rio Grande do Norte: queda (-21%)

  • Sergipe: estável (3%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: queda (-16%)

  • Goiás: queda (-40%)

  • Mato Grosso: queda (-28%)

  • Mato Grosso do Sul: queda (-33%)

Região Sul

  • Paraná: estável (-4%)

  • Rio Grande do Sul: estável (2%)

  • Santa Catarina: queda (-20%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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