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Brasil ultrapassa 6 milhões de casos de covid-19; mortes chegam a 168.662

Brasil superou nesta sexta (20) a marca dos 6 milhões de casos de covid-19 - Eduardo Anizelli/Folhapress
Brasil superou nesta sexta (20) a marca dos 6 milhões de casos de covid-19 Imagem: Eduardo Anizelli/Folhapress

Colaboração para o UOL, em São Paulo

20/11/2020 18h52Atualizada em 20/11/2020 22h39

O Brasil superou hoje a marca dos 6 milhões de infectados pelo novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, o país registrou 34.516 novos casos da doença, atingindo um total de 6.017.605 diagnósticos positivos desde o início da pandemia. Os dados são do consórcio de veículos de imprensa do qual o UOL faz parte.

De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, o Brasil se tornou o terceiro país a ultrapassar 6 milhões de casos de covid-19. Antes, Estados Unidos (em 1º de setembro) e Índia (27 de setembro) eram os únicos a registrar esta marca.

Foram confirmadas 521 novas mortes causadas pela doença de ontem para hoje em todo o país. O total de óbitos provocados pela covid-19 desde o começo da pandemia subiu para 168.662. Foram 544 mortes em média nos últimos sete dias.

Dados da Saúde

Segundo levantamento divulgado nesta sexta (20) pelo Ministério da Saúde, o país registrou 38.397 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, chegando a um total de 6.020.164 diagnósticos positivos para a doença desde o início da pandemia.

O Ministério informou que, de ontem para hoje, houve 552 novas mortes provocadas pela covid-19 em todo o país. Desde o começo da pandemia, o total de óbitos causados pela doença chegou a 168.613.

No total, 5.422.102 pessoas se recuperaram da doença, com 429.449 outras em acompanhamento.

Quatro regiões em alta

O consórcio de veículos de imprensa aponta que, com uma média de 544 mortes diárias na última semana, o Brasil teve uma variação de 50% na comparação com a taxa de duas semanas atrás —o que indica aceleração nos registros de óbitos.

Doze estados também apresentaram tendência de aceleração, enquanto outros seis tiveram queda. Oito estados e o Distrito Federal mantiveram estabilidade.

Das regiões, apenas o Nordeste apresentou estabilidade (-7%). As demais tiveram alta na média de mortes: Centro-Oeste (23%), Norte (17%), Sudeste (120%) e Sul (49%)

É importante ressaltar, entretanto, que as altas em alguns estados podem ser explicadas pelo apagão de dados que o país viveu no início de novembro. No dia 6, a plataforma de registro de mortes pela covid-19 do Ministério da Saúde começou a apresentar problemas. Diversos estados relataram dificuldades em inserir dados no sistema e-SUS e divulgaram informações incompletas ou até mesmo desatualizadas durante vários dias.

O estado de São Paulo foi um dos mais afetados, ficando sem divulgar mortes por cinco dias consecutivos. Nos próximos dias, esse problema no sistema deverá impactar os percentuais de tendência de alta, estabilidade ou queda nos estados atingidos e também na tendência nacional.

Para medir a situação das mortes por causa da covid-19, especialistas indicam usar a média móvel dos óbitos, que calcula a média de registros observada nos últimos sete dias. A operação é a mais adequada para observar a tendência das estatísticas, por equilibrar as variações abruptas dos números ao longo da semana.

O consórcio de veículos de imprensa adotou esse período para verificar as oscilações na média móvel. É possível falar em queda nos números quando a diminuição é maior do que 15% se verificado nos últimos 14 dias —no caso, o período das duas últimas semanas. Caso os números aumentem mais do que 15%, há aceleração da epidemia. Valores intermediários indicam estabilidade.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:

Região Sudeste

  • Espírito Santo: aceleração (69%)

  • Minas Gerais: aceleração (50%)

  • Rio de Janeiro: aceleração (154%)

  • São Paulo: aceleração (141%)

Região Norte

  • Acre: queda (-33%)

  • Amazonas: estável (-1%)

  • Amapá: aceleração (333%)

  • Pará: estável (13%)

  • Rondônia: estável (6%)

  • Roraima: aceleração (367%)

  • Tocantins: aceleração (27%)

Região Nordeste

  • Alagoas: queda (-18%)

  • Bahia: estável (3%)

  • Ceará: queda (24%)

  • Maranhão: estável (-15%)

  • Paraíba: estável (-12%)

  • Pernambuco: estável (-3%)

  • Piauí: queda (-19%)

  • Rio Grande do Norte: estável (-10%)

  • Sergipe: queda (-39%)

Região Centro-Oeste

  • Distrito Federal: estável (-14%)

  • Goiás: aceleração (64%)

  • Mato Grosso: queda (-25%)

  • Mato Grosso do Sul: queda (-29%)

Região Sul

  • Paraná: aceleração (51%)

  • Rio Grande do Sul: aceleração (45%)

  • Santa Catarina: aceleração (56%)

Veículos se unem pela informação

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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