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4 meses

Covid: EUA passam marca de 20 milhões de infectados, segundo Johns Hopkins

Homem usa máscara com as cores da bandeira dos Estados Unidos (EUA) durante pandemia do coronavírus - Alexi Rosenfeld/Getty Images
Homem usa máscara com as cores da bandeira dos Estados Unidos (EUA) durante pandemia do coronavírus Imagem: Alexi Rosenfeld/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/01/2021 16h07

No primeiro dia de 2021, os Estados Unidos superaram a marca de 20 milhões de infectados pelo novo coronavírus, 24% do total registrado em todo o mundo inteiro, de acordo com a contagem independente da Universidade Johns Hopkins.

Segundo os dados da Universidade, que compila as informações dos países em tempo real, já são 20.007.149 pessoas contaminadas no país e 346.687 mortos pela doença.

Metade desses casos nos EUA foram contabilizados desde 9 de novembro, o que indica um ressurgimento drástico da pandemia no país mais afetado por ela e que encerrou 2020 com recordes de mortes e internações devido à covid-19.

Ontem o país teve o segundo dia consecutivo de recorde no número diário de mortes, também de acordo com a Johns Hopkins. Somente ontem 3.744 americanos morreram de covid-19, ante 3.725 óbitos na terça-feira, dia 29.

Os Estados Unidos é o país mais afetado pela covid-19 até o momento. No ranking de casos, o país é seguindo por Índia (10.286.709), Brasil (7.675.973) e Rússia (3.153.960). Já em mortes, a fila é seguida por Brasil (194.949), Índia (148.994) e México (125.807).

O fato de que os contágios tenham duplicado em menos de dois meses, demonstra o duro cenário que o país terá pela frente em janeiro.

As previsões indicam para um início de 2021 pouco animador nos EUA, especialmente devido a detecção da cepa britânica do novo coronavírus, que já foi registrada nos estados da Califórnia, Colorado e Flórida.

As autoridades em saúde acreditam que a nova cepa pode estar muito mais propagada do que o já detectado. Além disso, por ser 70% mais contagiosa, há um grande temor do impacto que podem ser os hospitais, que se encontram perto do colapso.

Diante desse panorama, muitos americanos colocam as esperanças na vacina contra o novo coronavírus, mas a campanha de imunização, que começou em 14 de dezembro, tem sido muito mais lenta do que o prometido pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

Até a última quarta-feira, menos de 2,8 milhões de pessoas receberam a primeira dose da vacina, o que representa 14% dos 20 milhões de americanos que o governo planejava imunizar antes do fim de dezembro.

As autoridades de saúde americanas reconheceram que o balanço é "decepcionante", e alguns especialistas advertem que, como as vacinas só devem ser armazenadas por 30 dias nos freezers portáteis onde são distribuídas, milhares de frascos podem vencer no fim de janeiro.

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